Roteiro 3 – fev/12 – Relatório Online

Para facilitar nosso trabalho, resolvemos colocar as fotos num álbum virtual:

CONFIRA AS FOTOS (ATÉ 19/03) DESTA VIAGEM CLICANDO AQUI

19/02/2012

Enfim, chegou o dia da partida! O horario escolhido foi 00:00 horas rumo a Passo Fundo (cerca de 1400 km), o primeiro trecho da viagem. Essa primeira perna sera a mais puxada. Afinal, pegaremos rodovias jah conhecidas e em otimas condicoes do Rio de Janeiro ate Curitiba.

No Rio, transito tranquilo e chegada em Sao Paulo por volta de 5 da manha. Marginal Tiete estava supimpa! Regis Bittencourt perfeita tb. Fomos recebidos com uma bela lua, seguida de neblina densa, mas que nada atrapalhou o andar das coisas. Com duas paradas para esticar as pernas e comer alguma coisa, chegamos em Curitiba por volta de 11:30 com a gasolina na conta. Uma parada estrategica pra alimentar o Blacktona (nosso carrinho) e surpresa: um super mapa da Argentina que foi adquirido imediamente. Jah na BR 476, encontramos (depois de muita dificuldade) um lugar para almocar. Seguimos caminho na BR 153, cruzando o estado de Santa Catarina e enfim, as 20 horas chegando em nosso destino: Passo Fundo.

Primeiro dia, tudo conforme planejado. Chegamos aqui ainda dia, pois com o horario de verao, o sol se pôs por volta de 20:30 hrs.

Agora é hora de descansar para seguir rumo a Uruguaiana amanhã bem cedo, depois do café reforçado.

Quanto às fotos, vamos ficar devendo essa noite. Amanhã talvez colocaremos algumas.

20/02/2012

Hoje acordamos 07:50 e fomos tomar café. Encerramos a conta e passamos no supermercado para comprar água. Alimentamos o blacktona, calibramos seus pneus e partimos 09:50 para Uruguaiana. Pegamos a BR285, sentido Ijuí. Uns 20km depois, na altura da cidade de Carazinho, olhamos uma placa indicando o caminho para outra cidade de nome curioso: Não Me Toque. Na continuação, belas paisagens dos pampas gaúchos.

Uma parada às 14:00 pra almoçar e esticar bem as pernas e a continuação foi super tranquila. Chegada em Uruguaiana às 17:30, meia hora antes do previsto.

Até aqui rodamos pouco mais de 1900 km. Amanhã entraremos em terras hermanas, através da cidade de Paso de Los Libres, fronteira com Uruguaiana.

Às 18:30 ainda estava um calor insuportável aqui. Estava mais quente que no Rio!!! O sol só se põe perto de 21 horas.

Fomos no mercado, compramos algumas coisas pra fazer um lanche e agora vamos dormir pra recuperar as energias para amanhã.

Ahh.. enfim publicamos algumas fotos hoje… está no link citado acima.. achamos que vai facilitar.

21/02/2012

Hoje acordamos com imenso diluvio sobre a cidade de Uruguaiana, tomamos um maravilhoso cafe da manha as 08:00 e cambiamos alguns pesos com o Sr. Ricardo que foi convocado pela recepcionista do Hotel. Abastacemos o Blacktonas, caso não houvesse posto proximo a fronteira, mas ha varios. Então seguimos rumo a Passo de Los Libres. A passagem pela Fronteira foi super tranquila, apresentamos os passaportes e pegamos o carimbo de Turista junto com um formulario com os mesmos carimbos (não sabiamos que o formulario tinha a mesma finalidade do passaporte, apenas seguimos orientação aduana brasileira).

A partir dai pé na estrada pela Ruta 14. No KM 363, passamos por um pedãgio e logo em seguida fomos parados pela policia que pediu a carta verde, documentação do veiculo e habilitação: tudo muito rapido e seguimos em frente.

Depois de alguns km rodados, paramos numa loja de produtos regionais, onde trocamos o almoco por alfajores e biscoitos.

Tudo seguia tranquilo até que nos deparamos com um engarrafamento chegando em Zarate, nos arredores de Buenos Aires. O trânsito parou do nada. Uns 15 minutos parados e da mesma forma, tudo começa a andar do nada também.

Não descobrimos o motivo… só vimos um monte de carros no acostamento… Enquanto estávamos parados no acostamento, apareceu 2 engraçadinhos tentando “furar a fila”. Porém veio “la policia” e multaram os ditos cujos.

Mais um pouco e chegamos em Luján, a primeira parada na Argentina. Chegamos no Hotel, perguntamos se havia “una habitacion doble” e, em seguida, fomos conhecer a basilica de Lujan.

Pra finalizar o dia, fomos num rodizio de pizza em frente ao hotel.

Até aqui foram 2589 km rodados, com uma média de velocidade próxima de 80km/h.

22/02/2012

Mais um dia de estrada. Depois do café da manhã, nos abastecemos de água, lavamos o vidro do Blacktona (que por sinal estava bem sujo) e demos adeus a Luján. Passamos mais uma vez na Basilica de Nuestra Señora de Lujan, circulamos por dentro da cidade, que por sinal é muito bonita, e partimos rumo a Bahia Blanca.

Seguimos pela Ruta 5, que segundo o senhor do hotel, seria melhor que pegar a Ruta 3.

Passamos por 2 pedágios, abastecemos com Nafta Super (sin plomo – sem chumbo) e uma parada para nos abastecermos (almoço). O engraçado que todos ficam olhando para o carro quando paramos em algum lugar (talvez pela placa, talvez pela sujeira).

Viagem tranquila, com velocidade variando entre 80 e 130 km/h, numa estrada ótima.

Na altura de Trenque Lauquen, saímos da Ruta 5 e entramos na Ruta 33, percorrendo mais alguns km para chegar ao nosso destino exatamente às 18:30: Bahia Blanca.

Bahia Blanca não é muito bonita quanto Lujan. Normalmente quem vem aqui, vem a negócios, estudos ou pernoitar para seguir adiante, como nós. Há bastante vento e a temperatura já está na casa dos 16 graus.

Hoje não fomos parados por nenhum policial. Achamos que eles já estão se acostumando com a gente por aqui.

Completamos 3.281 km rodados até o momento.

PS. Quanto mais descemos, mais ruim fica a conexão de internet.

23/02/2012

Hoje pegamos o primeiro horário do café da manhã. Às 7:00 já estávamos de pé (ou melhor, sentados) tomando café. Também, ontem fomos dormir bem cedo. Apesar de que logo depois que dormimos o telefone tocou. Mas não era um telefone normal, com toque suave. O barulho era daqueles telefones antigos. Também pudera… o telefone era daqueles antigos.

Acordamos assustados e atendemos… imagina a situação: você acordando, mal sabendo que é você, assustado com o barulho, atendendo o telefone e ainda ter que falar espanhol… tudo isso em questão de longos 2 ou 3 segundos.

O problema é que estávamos acostumados com hotéis vazios e estacionamos o Black no meio da vaga. E como lá havia muitas pessoas, tivemos que descer para ajeitar o carro na vaga.

Passado esse problema, dormimos mais uma vez.

Depois do check out, com 14 graus no termômetro, novo abastecimento e com tanque cheio, caímos na estrada. Logo na saída de Bahia Blanca, um pedágio, no mínimo diferente: um posto de controle para saber se estávamos levando frutas, verduras ou algum alimento proibido. O policial revistou rapidamente e nos liberou, confiando que não levávamos nenhum alimento deste tipo.

Depois disso, ficamos na dúvida entre pegar a Ruta 3 e a Ruta 22. Optamos pela 22: estrada tranquila com alguns caminhões no início.

Depois de Rio Colorado, dobramos a esquerda e seguimos pela Ruta 251. Vale comentar que, cada vez mais, os ventos sopram mais forte e toda vez que cruzamos com caminhões, haja braço pra segurar o Black (exagero!).

Às 17:45 chegamos em Puerto Madryn e fomos procurar hotel. Encontramos um bem localizado com preço bom. Jantamos e fomos dormir.

Amanhã não é dia de estrada. Amanhã conheceremos a Peninsula Valdez.

Até amanhã!

24/02/2012

Dia de conhecer a Peninsula Valdez e encarar pela primeira vez o rípio (estrada de terra batida com pedrinhas soltas por cima).

Dia de fazer o Black comer poeira: mas isso não é exploração. Afinal, é seu segundo alimento predileto, depois da gasolina!!!

Andamos cerca de 100 km no asfalto para chegar a Península. Aqui o vento sopra muito forte e com a temperatura relativamente baixa (cerca de 20 graus) faz a sensação térmica ficar ainda mais baixa.

Conhecemos Puerto Piramides, único povoado que fica dentro da península. Uma estrutura pequena, porém bem receptiva. Enfim, fomos fazer o circuito no rípio de aproximadamente 220 km, passando por 3 miradores.

Durante o circuito, guanacos, cordeiros e outros animais ficam soltos por toda península. Nos miradores, pinguins, elefantes marinhos e lobos marinhos podem ser avistados.

Foi nesse trajeto que surgiu a primeira lasca no pára-brisa do blacktona: ao cruzar com os veículos no rípio, as pedras às vezes voam em direção aos carros. E hoje fomos premiados. Já era previsto que isso acontecesse. E ainda pode vir mais daqui pra frente.

A península Valdez é maravilhosa: uma sensação indescritível caminhar no estepe patagônico, avistando e admirando a fauna local.

No centro de visitantes, vimos a estória de uma guarna fauna muito dedicada (uma espécie de guarda florestal deste parque) que morreu trabalhando e o dia de sua morte (02/10) é considerado o dia do guarda fauna.

No final do passeio, fomos até a ilha dos pássaros, de onde avistamos apenas flamingos.

A noite, cambiamos alguns pesos argentinos e comemos um cordeiro patagônico regado a cerveza Quilmes que estava muito bom.

Engraçado a camisa do Paysandu que estou usando: como parece com a camisa da Argentina, algumas pessoas ficam olhando com cara de “essa camisa era pra ser da Argentina…”

Amanhã, dia de estrada rumo a Comodoro Rivadavia.

PS. Hoje colocamos mais fotos no álbum!

25/02/2012

Ontem, em Puerto Madryn, vimos os primeiros brasileiros de carro também. E foram 3 carros de uma só vez: dois de São Caetano do Sul que estavam juntos e um de Belém do Pará.

Acordamos hoje com o mundo caindo. Muita chuva, vento e frito!! 12 graus no termômetro. Partimos em direção a Punta Tombo: uma pinguinera, torcendo pra chuva parar. Punta Tombo fica a 180 km de Puerto Madryn com estrada quase toda asfaltada. Apenas os últimos 20 km são de ripio.

Chegando lá, ainda chovia. O ripio molhado é muito ruim. Andávamos no máximo a 40 km/h. Foi até preciso ligar a tração nas 4 rodas.

No estacionamento, o guarda faunas brincou conosco, reconhecendo a placa do Rio de Janeiro e falando que nós trouxemos a chuva do Rio!!

A pinguinera é fantástica. Pena que a chuva atrapalhou um pouco e por isso nem levamos a máquina para bater fotos. Mas o local é incrível: uma trilha por onde caminham os turistas e os pinguins espalhados, soltos por todo o local. Fantástico! Mesmo com a chuva, caminhamos entre eles.

Depois disso retornamos a Ruta 3 e seguimos rumo a Comodoro Rivadavia.

Durante todo o percurso, somente o estepe patagônico dos dois lados da estrada. E termômetro chegando a 7 graus na estrada.

Nas proximidades de C. Rivadavia, já com 13 graus, aparece um cenário diferente, com alguns morros e um, em particular, muito bonito. Rodamos uns 30 minutos na cidade e ficamos no hotel mais barato que encontramos.

Comemos uma pechuga de pollo (frango recheado com queijo e presunto) e agora é descansar para amanhã seguirmos a Rio Gallegos. Até agora 4.946 km rodados, incluindo os deslocamentos dentro das cidades.

Expectativa para chegarmos ao fim do mundo! Faltam 2 dias!!!

26/02/2012

A internet do hotel aqui estava muito ruim, devido a grande chuva, de acordo com o cara do hotel. Comodoro Rivadavia é uma cidade litorânea relativamente grande e estava com o mar revolto.

Hoje a chuva já foi embora e começamos nossa peregrinação às 9:00, depois de ir até o mirador do cerro Chenque, com uma vista fabulosa da cidade.

Até Puerto Madryn, os postos de gasolina eram muitos. Daqui pra baixo, tem que ficar fazendo conta de consumo, pois só é possível abastecer de 100 em 100 km… ou até mais, dependendo do trecho. É bom sempre estar com o tanque cheio para não ter problemas de pane seca. Mas ainda não vimos necessidade de encher o galão de gasolina que estamos levando.

Em relação a policia, só fomos parados aquela primeira vez que citamos, logo que entramos na Argentina. Depois disso, passamos por todos os postos de controle sem ser parados.

Até agora não tivemos nenhum imprevisto, tudo conforme planejado.

De volta a estrada, a Ruta 3 está em obras em diversos pontos, porém muito boa no geral. Somente é preciso reduzir a velocidade em diversos trechos. No acostamento existem, de tempos em tempos, telefones exclusivos para emergência.

E quanto mais ao sul, menos carro na estrada.

Aqui, pudemos ver na prática o que já havíamos lido em outros blogs: enquanto no Brasil a ultrapassagem é sinalizada dando a seta pra direita, aqui na Argentina a ultrapassagem é sinalizada dando a seta pra esquerda.

Pouco depois da cidade de Fitz Roy (cerca de 85 km), no sentido Rio Gallegos, tem uma estrada de Rípio à direita que leva ao Monumento Nacional dos Bosques Petrificados. São 50 km, onde no meio do caminho há uma estância com lugar para acampar. O Bosque é marailhoso, com uma paisagem bucólica.

Antes da formação da Cordilheira dos Andes, a região era um bosque. Apõs o surgimento dessas montanhas com a interrupção dos ventos que vinham do Pacífico, a região tornou-se desértica matando o bosque existente. Depois disso, os vulcões, com suas cinzas, ajudaram a deixar os restos das árvores do antigo bosque petrificadas.

Alguns km depois, quando paramos para abastecer em Puerto San Julian, conhecemos um casal de motoqueiros, do Rio Grande do Sul, que estavam fazendo um percurso parecido com o nosso. Como os motoqueiros andam rápido!!! Tentamos acompanhá-los, mas a fome do Blacktona aumantava cada vez mais a medida que aumentávamos a velocidade. Assim, voltamos à nossa vidinha de 110 km/h.

Na cidade de Comandante Luiz Piedra Buena fomos parados, pela 2ª vez, pela polícia Argentina: pediram a documentação do carro, a habilitação e quiseram saber o motivo de irmos até Ushuaia. No final, o policial se despediu com um “muito obrigado”.

Um pouco depois, no km 2374 passamos pelo Rio Santa Cruz, muito bonito, com um mirante logo apõs a ponte para tirar fotos.

Enfim, chegamos a Rio Gallegos por volta de 21 horas, com o sol se pondo. Um cenário maravilhoso!

Na pizzaria, o garçom perguntou se gostávamos de futebol, já que estava passando o jogo do River Plate (Lembrando que o River está jogando a 2ª divisão). O time dele era Boca Juniors e perguntamos se ele conhecia o Vasco e o Fluminense. Ele não conhecia o Vasco. Apenas o Fluminense. Falamos que o Vasco estava na Libertadores esse ano. Também, 10 anos sem ir pra Libertadores, dá nisso!!

O sotaque do pessoal aqui do sul é bem diferente do norte da Argentina. É perceptível a diferença.

Depois de 2 dias de conexão ruim, aqui em Rio Gallegos a conexão está muito boa!

27/02/2012

Hoje acordamos com uma temperatura agradável de 3,5 graus, aproveitamos o espaço da garagem para tirar um pouco da poeira do Blacktonas. Verificamos quão gelada é a água.

Demos uma volta às margens do Rio Gallegos e seguimos rumo a fronteira com o Chile. Afinal, para chegar a Tierra Del Fuego é necessário entrar no Chile e depois regressar a Argentina. A primeira Aduana é Argentina e passamos direto. A segunda, de parada obrigatória, perdemos 1:30hs, pois há 3 estágios: o primeiro para identificação das pessoas; o segundo para identificação do veículo; e o terceiro para controle de alimentos de origem animal ou vegetal. Vale ressaltar que o trâmite é rápido. O problema é o numero de pessoas.

Mais alguns quilômetros e atravessamos o Estreito de Magalhães em uma balsa com tempo de travessia de 20 minutos.

Depois, 120 km de rípio (3 horas) até chegar a aduana para regressar a Argentina. Passamos na aduana chilena e depois na argentina.

Mais alguns quilômetros e chegamos em Ushuaia. O caminho é espetacular. O visual vai ficando cada vez mais deslumbrante. E na noite anterior nevou na estrada. Vimos pedaços de gelo na beira da estrada com o termômetro do Black marcando 2 graus.

Agora ficaremos aqui em Ushuaia por 3 noites. Amanhã colocaremos mais informações.

Finalmente chegamos no fim do mundo !!!

28/02/2012

A atividade escolhida do dia foi subir o cerro Martial, que fica a 7 km do centro da cidade.

A trilha total com cerca de 4 km de subida, vai mostrando, a cada passo, um visual fantástico do cerro.

E, à medida que se sobe, a neve vai aparecendo.

Deitamos na neve, rolamos na neve, fizemos bolas de neve. Muito divertido o dia.

Sem contar o visual do canal de Beagle em cima do cerro. Fantástico!!

29/02/2012

Hoje era pra ser março… mas como o ano é bissexto, ainda é fevereiro. Aproveitamos o último dia de fevereiro indo ao Parque Nacional Tierra Del Fuego. Nele, a Ruta 3 tem seu final com mais de 3.000 km.

Fizemos algumas trilhas e um piquenique com visuais magníficos por todos os lados.

Os sinais de trânsito aqui tem a cor amarela antes de abrir também. Muito bem bolado.

Hoje vimos também uma cápsula do tempo, que foi “enterrada” em 1992 e será aberta somente em 2492, ou seja, 500 anos depois, para que gerações futuras vejam alguns vídeos e saibam dos pensamentos das pessoas de hoje em dia.

01/03/2012

Acordamos cedinho com uma chuva forte e achamos que nosso passeio de barco ia melar. Porém, às 8 e pouquinho já estava fazendo sol. Fomos então fazer o passeio pelo canal de Beagle e ver as colônias de lobos marinhos, cormoneras (pássaros) e de pinguins (de magalhães e os papúa). O passeio em si não tem nenhum atrativo. As atrações são exatamente os animais. Os pinguins são muito desajeitados !!!

Depois modificamos um pouco nosso plano e resolvemos ir até San Sebastian, na fronteira com o Chile. No caminho, fomos parados pela polícia mais uma vez. Tudo em ordem, seguimos pela serrinha pra sair de Ushuaia. A mesma estrada onde pegamos 2 graus na chegada, estava 10 graus mais quente dessa vez, sem gelo no acostamento. Até mesmo as montanhas já tinham uma quantidade menor de neve.

Observamos mais uma vez a beleza natural dos lagos Escondido e Fagnano e seguimos viagem.

A idéia de ter ido até a fronteira é estar mais perto para enfrentar o rípio amanhã pela manhã. Atravessar outra vez o estreito de magalhães, saindo da Terra do Fogo e ir até Puerto Natales, com uma passadinha em Punta Arenas.

No meio do caminho, perto do km 2920 da Ruta 3, vimos uma queda d’agua (daquelas encanadas que ficam na beira da estrada). Paramos imediatamente e demos uma geral no Black. Ele merecia, tadinho!

Por volta de 21 horas chegamos no hotel para passar a noite e descansar.

02/03/2012

Foi a melhor coisa que fizemos (dormir na fronteira). Partimos às 7:30 rumo às aduanas (aqui novamente é necessário passar na argentina e na chilena, distantes 10 km), que estavam super vazias, e 8:20 já começamos a enfrentar o rípio.

Só fomos cruzar com o primeiro carro depois de 30 km. Ganhamos um bom tempo nisso. Apesar de cruzarmos com menos carros, no final vieram uns carros agressivos. Além de jogar farol alto ao cruzar com os carros (tática 1 do rípio), se jogar na frente do carro jogando farol alto (tática número 2), colocamos em prática a tática número 3: mão no vidro. É isso mesmo… depois do primeiro carro agressivo, quando cruzávamos com outros carros, colocávamos a mão no rípio. Vimos isso na internet e vimos que algumas pessoas realmente fazem isso aqui. Não sabemos o motivo, mas deve absorver o impacto da pedra. E deu certo: levamos uma pedrada no meio do vidro e nada de lasca.

Às 11:30 terminávamos de cruzar outra vez o Estreito de Magalhães, rumo a Puerto Natales.

No caminho, chegamos aos 7.000 km rodados desde a cidade maravilhosa, com uma passadinha em Punta Arenas.

Fomos no mirador e na Zona Franca, onde não há grandes coisas interessantes.

Mais 250 km e chegamos por volta de 19:30 em Puerto Natales. Achamos um hostel bem em conta logo no início de nossa caçada e ficamos por aqui mesmo.

Em Puerto Natales não há nada pra fazer. É apenas a porta de entrada pra Torres Del Paine (Parque Nacional do Chile).

Agora vamos ficar alguns dias sem escrever, pois vamos acampar por 2 noites. Somente em El Calafate, se a conexão permitir, voltaremos a postar. Até lá!!

03/03/2012

Dia de abastecer para ir ao Parque Torres Del Paine. Supermercado, gasolina e vamos embora. 150 km de distância separam Puerto Natales do parque. Chegamos por volta de 12:30 e, de acordo com a previsão do tempo, resolvemos fazer a trilha para ver as torres de perto. Depois de pegar as dicas, saber a hora que o sol nasce e comer alguma coisa e, mesmo debaixo de chuva, iniciamos a trilha. Primeiramente todo ensacado por causa da chuva e do frio. Depois de 20 minutos de trilha, lembramos que havíamos deixado no carro o celular (que seria essencial para nos acordar antes do nascer do sol). Desci correndo para buscá-lo e voltei no mesmo pique. Cheguei no local onde havia deixado a mochila com a Fabiana ensopado de suor. E isso com a chuva e frio, não se esqueçam. Mais um pouco e passamos pelo paso de los vientos. Muito sinistro a ventarola.

Enfim, levamos 3 horas para subir (bem melhor que as expectativas que eram de 4 horas).

Chegamos pouco antes das 19 horas. Armamos a barraca e como já estava bem frio, fomos comer umas barrinhas de cereal e dormir.

Ficamos no acampamento Base de Las Torres, que fica a 1 hora do mirador das torres, para acordar cedo e ver o nascer do sol lá de cima.

Uma noite muito fria (depois ficamos sabendo que chegou a nevar nas torres). Como as roupas que levamos molharam mais do que o previsto (com suor e chuva), passamos um perregue com o frio.

04/03/2012

Mas enfim o dia amanheceu e tomamos rapidamente o café e subimos pra ver o nascer do sol. E que recompensa. A chuva já havia ido embora, o tempo estava limpo e as torres lá: imponentes! Não tem o que falar… indescritível a sensação… as fotos podem dizer algo em torno de 3%… o resto, só pessoalmente.

Ficamos lá por volta de 1 hora admirando a beleza natural e encarando o vento gélido e cortante, e descemos. Desarmamos a barraca e descemos pelo mesmo caminho em pouco menos de 3 horas. Almoçamos para repor as energias e fomos conhecer o restante do parque de carro.

No fim do dia, mais um lanche e a decisão de onde dormir. O problema: íamos fazer um passeio de barco às 7 da manhã. A hosteria, por ser dentro do parque, custava os olhos da cara. O camping mais próximo ficava a 1 hora de caminhada. Pra isso teríamos que acordar às 5 da madruga pra fazer tudo correndo. Resultado: dormimos no Black até 6:30 no estacionamento da hosteria (utilizando as dependências da hosteria) e seguimos pro passeio.

05/03/2012

O passeio era de barco (3 horas) pelo lago Grey com vista para o Glaciar Grey. O glaciar é um tipo de rio congelado. E com o aquecimento global, ele vai diminuindo a cada ano. Por isso, no lago, encontram-se vários icebergs.

Após esse belíssimo passeio, nos despedimos de Torres Del Paine, saímos do parque e seguimos de volta a Argentina por Cancha Carrera, rumo a El Calafate.

Mais algumas horas e chegamos na cidade destino por volta de 19:00.

06/03/2012

Aqui ficaremos dois dias. Hoje fomos conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno. Francisco Moreno foi um cara que no final do século 19 resolveu ir, rio acima, desvendar o que havia no interior da Argentina. Enfrentou, não só o frio, mas também os indígenas. Foi o negociador dos limites entre Argentina e Chile na época e por ter sido muito importante teve seu nome colocado no Glaciar, numa cidade (perto de Bariloche) e numa rua na cidade de El Calafate.

Antes, vimos o Glaciar Upsala e um outro que já esquecemos o nome. Mas o Perito Moreno é o mais bonito e grandioso.

Depois do passeio de barco percorrendo todos esses glaciares, fomos pro mirante para acompanhar de perto a queda dos fragmentos de gelo do Glaciar Perito Moreno.

É inacreditável a quantidade de fragmentos que vão se soltando dele. Isso significa o descongelamento desta grande massa de gelo.

Amanhã voltaremos ao Glaciar Perito Moreno para fazer um trekking sobre o gelo.

Ah.. hoje encontramos dois casais: um do paraguai que está em Calafate e está descendo até Ushuaia e outro de Belém do Pará que fez o mesmo caminho que a gente e já está voltando também. Acho que é o mesmo carro que vimos em Puerto Madryn…

07/03/2012

A temperatura por esses dias já está mais amena… em torno dos 15 graus… Hoje o dia foi ótimo igual ontem: a única diferença que não choveu de manhã cedo. Também acordamos mais tarde. Às 8 o sol já estava em seu lugar.

Fizemos o trekking no gelo (cerca de 14 km no total). Iniciamos uma caminhada normal durante 1 hora, colocamos os acessórios (blusas, casacos, gorros, luvas, óculos de sol e os grampons). Os grampons são grampos para fixarem no gelo e não deixar escorregar.

Enfim, iniciou-se a caminhada no gelo durante aproximadamente 4 horas. Bem diferente, porém fácil de se acostumar e em alguns minutos já estávamos andando normalmente.

Em cima do glaciar há rios, lagos, tonalidades azuladas. Muito bonito mesmo. Assim, no gelo temos que cruzar esses rios, subir mini-montanhas. Uma experiência muito legal.

Depois da experiência, mais 1 hora descendo a trilha normal e final de passeio.

Em seguida, voltamos ao mirante do Perito Moreno para ver mais algumas quedas de gelo.

Às 19:20 regressamos a El Calafate para jantar e dormir.

Amanhã pegaremos mais estrada até El Chalten. Mas a distância não chega a 300 km. Pernada bem tranquila. Vamos aproveitar para dormir até mais tarde e descansar um pouco.

Ah, o contador de lascas em nosso pára-brisa está em 2. O contador do pára-brisa do pessoal de Belém que encontramos ontem está em 5.

Depois de El Chalten até Bariloche vamos pegar bastante rípio… vamos ver onde vai parar esse contador…

08/03/2012

Depois de uma perambulada básica pelo centrinho de El Calafate, fomos até El Chalten. Saímos por volta de 13:30 e chegamos antes das 17 horas. Procuramos hotel, fomos ao mercado e jantamos.

Pegamos mais um pouco da fabulosa ruta 40 com vistas pra cordilheira, lago viedma e glaciar viedma. E na reta, chegando em El Chalten, a vista do imponente Fitz Roy. Que vista !!

Num dos mirantes, encontramos um casal de argentinos de Córdoba, no centro da Argentina. Estavam passeando também.

E no final do dia, quem encontramos novamente? O mesmo casal de Rio Grande, que encontramos uns dias atrás antes de Ushuaia !!! Nem tanta coincidência assim. Afinal, nossos roteiros são bem parecidos. A única diferença é que eles estão de moto. Nós, de Black !!

Amanhã subiremos a trilha para acampar novamente lá em cima pra ver o Fitz Roy mais de perto.

Mais uns dias sem notícias. Até lá!!

09/03/2012

Acordamos cedo e iniciamos a trilha para chegar ao mirador do tão esperado Fitz Roy. Levamos 2:30 pra chegar até o acampamento onde passaríamos a noite. Armamos a barraca e encaramos um subidão de 2,5 km com 400 metros de desnível, já sem as mochilas, para chegar ao mirador. A subida é sinistra!! Mas valeu todo o esforço. O Fitz Roy, que no início da trilha estava encoberto pelas nuvens, ficou totalmente limpo quando chegamos lá em cima. Um visual espetacular, acompanhado de uma laguna (de los 3) e de glaciares.

Ficamos cerca de 2 horas lá em cima e descemos para nossa janta. Assim que o sol se pôs, lá pelas 21 hrs, fomos dormir. Dessa vez sem chuva. Bem mais agradável!

10/03/2012

Acordamos cedinho e subimos novamente a trilha para ver o nascer do sol lá de cima. Saímos 6 horas e antes das 7:30 estávamos lá aplaudindo o sol nascer.

Sinceramente não sabemos qual é melhor: Torres Del Paine ou Fitz Roy. São duas belezas raras. Mais uma hora de curtição e morro abaixo.

Legal que nessas trilhas encontramos gente de toda parte do mundo. Japoneses, vários argentinos, chilenos, alemães. Encontramos um alemão que falava muito bem espanhol.

Recolhemos nossa barraca e fomos ver o Cerro Torre do outro lado do parque (não tão imponente quanto o Fitz, mas muito bonito também). Mais 2 horas e meia de caminhada e o visual do Cerro Torre. Mais 2 horas e finalizamos as caminhadas em El Chalten por volta das 15 horas.

Hora de comer uma boa massa e se recolher para pegar estrada amanhã rumo a Perito Moreno para pernoitar e, se tudo continuar dando certo, estar em San Carlos de Bariloche em dois dias.

A conexão aqui continua ruim. Sem possibilidades de carregar fotos. Texto já está difícil.. imagina fotos…

11/03/2012

8 hora da matina e pé na estrada. Mais um pouco de gasolina em El Chalten e simbora… Chovia um pouco. Suficiente pra molhar o chão e esconder o Fitz Roy e seus amigos.

Vimos pelo mapa que haveriam postos de gasolina no meio do caminho. Então nem nos preocupamos tanto. Passaríamos por 5 postos até Perito Moreno.

O primeiro, quando passamos, estava sem gasolina. Tudo bem, ainda tem 4 pela frente.

E toma-lhe estrada de rípio. No meio do caminho, o Black começa a fazer um barulho estranho. Achamos que fosse na hora de frear. Mas depois vimos que não era. Quando acelerava também fazia o mesmo barulho. Na verdade ele fazia quando o carro estava em movimento.

Paramos, olhamos e nada. Parecia que alguma pedrinha havia entrado em algum lugar e estava arrastando.

Enfim, uma brilhante idéia: se a pedra está arrastando quando se anda pra frente, por que não dar marcha-a-ré para soltá-la? Pois é… simples assim o problema foi resolvido.

E voltamos a questão da gasolina. Mais alguns quilômetros e chegamos na cidade onde, supostamente, teriam 2 postos. Descobrimos que só tinha 1. Tudo bem… um já é suficiente para alimentar o Black… desde que houvesse luz para colocar a gasolina pra dentro.

E aí, o que fazer? Como não havia previsão para voltar a luz, seguimos rumo aos 2 últimos postos, na cidade de Bajo Caracoles.

Porém, uns 30km depois refizemos as contas e, de acordo com o consumo do Black, vimos que não daria pra chegar em Bajo Caracoles. Decidimos voltar e esperar a luz voltar.

Assim que chegamos no posto novamente a luz chegou. Pedimos pra encher o tanque, porém, como havia pouca gasolina, estava limitado a 20 litros por carro.

E olha a sorte: assim que chegamos a luz voltou e a fila de carros se formou atrás de nós. Abasteceram uns 8 carros e a gasolina do posto acabou. Perguntei só por curiosidade quando ia chegar mais gasolina: “somente na quarta”. Era domingo… Não quis nem pensar se chegássemos 15 minutos depois.

Bom, com a gasolina colocada dava pra chegar em Bajo Caracoles. Seguimos na manha e uns 2 km depois mais um barulho começou a nos incomodar. Paramos no meio da estrada e fomos ver o que era. Parecia que a lama havia endurecido no amortecedor ou algo do tipo. Como carregávamos água, jogamos um pouco para amolecer e tirar um pouco da lama. Tira aqui, tira ali, pedra aqui, pedrinha acolá e resolvemos o problema do barulho.

Quilômetros se passavam… asfalto, rípio, obras, desvios… chegamos em Bajo Caracoles… e onde estava a gasolina? Não havia também.

Estávamos com 1/4 de tanque para ir até Perito Moreno, onde certamente havia posto de gasolina.

Perguntamos na delegacia se eles tinham ou conheciam alguém com gasolina naquele vilarejo, mas não havia. Explicamos a situação e o policial nos disse que daria para chegar até Perito Moreno. Mas eu tinha minhas dúvidas. Isso já era 21 hrs… ele disse que 1 da manhã um colega dele ia até Perito Moreno e que, se não conseguíssemos chegar lá e parássemos no meio da estrada por pane seca, o colega dele nos rebocava até o posto… pessoal gente fina mesmo.

Assim, ficamos mais tranquilos e seguimos… mais na manha ainda… se é que era possível… mais 40km de rípio e 90 de asfalto.

Faltando 68 km para chegar a luz indesejada acende, já no asfalto. Tensão do lado de dentro do Black. Uma bela lua do lado de fora.

E parecia não chegar… 30, 20, 10, 5 e a luz de reserva começa a piscar… dizendo que já está na última gota.

Finalmente conseguimos chegar no posto. Na hora do abastecimento o frentista até se assustou que não parava de entrar gasolina…

Ufa! Chegamos. E aí vem a pergunta que todos devem estar se fazendo: mas eles não levaram um galão para ser usado exatamente nesse trecho, se fosse necessário? Por que não usaram? Pois é… também estamos nos fazendo a mesma pergunta até agora!!

12/03/2012

A primeira coisa que fizemos hoje foi ir ao posto e encher o galão de gasolina. Agora sim! Abastecidos! Pneus calibrados, vidros lavados e pé na estrada.

Seguimos rumo a Bariloche, pegando os últimos 40 km de rípio da viagem. Tempo bom, chuva fina, chuva mais forte e depois de 800 km chegamos em Bariloche, conforme planejado.

Hoje o dia não trouxe nenhuma surpresa nem emoções. Achamos um hotel com 50% de desconto. Isso foi muito bom!!!

Agora ficaremos aqui por 3 noites.

Ah.. não ganhamos nenhuma outra cicatriz no pára-brisa do Black.

13/03/2012

Depois de 2 dias de estrada, dois dias para curtir Bariloche. Bariloche fica numa região de lagos e cercada por morros (cerro). Nesse primeiro dia fizemos o circuito chico, um passeio passando por dentro do parque nacional de llao llao. Natureza e algumas trilhas. Finalizamos com o cerro campanário que fica há uns 20 km de Bariloche, com o visual da parte oeste da cidade.

14/03/2012

Para completar a estadia em Bariloche, fizemos os cerros catedral (uma grande central de sky no inverno), de onde se pode avistar o cerro tronador (com neve eterna na divisa com o Chile), Bariloche, o cerro campanário, o cerro otto e grande parte dos lagos da região. Um bondinho nos leva até lá em cima. Visual deslumbrante. Lá em cima, fizemos uma trilha de 40 minutos (ida) de onde se pode avistar o vulcão Lanin (na Argentina) e o vulcão Osorno (no Chile).

Em seguida, fomos no cerro otto, que fica “em cima” de Bariloche e onde tem a famosa confeitaria giratória, que fica no cume girando sem parar. Um visual mais de perto da cidade, de onde também se vê o cerro tronador e o cerro catedral.

15/03/2012

Pé na estrada para entrar novamente no Chile. Esta é a última entrada no Chile. Passamos por Villa La Angostura (um caminho deslumbrante) e chegamos a divisa com o Chile. Os trâmites por aqui são mais rápidos, pois há menos veículos.

Passamos por Osorno e pegamos a rodovia Panamericana, rumo a Puerto Varas, onde ficaremos por 2 noites. O tempo parece que vai ajudar a vermos o vulcão Osorno mais de perto. Hoje já tivemos uma visão de longe dele. Estava lá, grandioso!

16/03/2012

Acordamos antes do amanhecer para ver o nascer do sol (aqui, com o horário de verão é somente às 7:45). Mas nada do sol aparecer. Tempo nebuloso. Tomamos café e esperamos até às 9 horas. Mas nada do tempo melhorar. Saímos mesmo assim… fazer o que, né?

No dia anterior, soubemos que não podíamos subir até o cume do vulcão, pois nos últimos 2 meses fez muito calor e a CONAF proibiu a subida até o cume. Assim, tivemos que nos contentar com a subida até 1800 metros (onde era permitido). O vulcão tem 2600 e mais uns quebrados de altura.

Com a neblina, fomos até a cidade de Petrohue (que tem um lago bonito), passando pelo rio de mesmo nome onde tem um mini cachoeira. O rio possui águas de um tom esverdeado… muito legal.

Até agora percebemos que os motoristas aqui no Chile são bem mais educados do que os brasileiros e argentinos. Estávamos numa pista de 70km/h, a uma velocidade entre 60 e 70, e haviam 3 carros atrás de nós. Passávamos por retas grandes, com faixa permitindo a ultrapassagem, porém nenhum deles nos ultrapassou. De uma forma geral, eles obedecem a sinalização. Até nas estradas, diferentemente de brasileiros e argentinos que passam voando por nós, mesmo quando estamos na velocidade máxima permitida.

Lá por volta de 12:30 o tempo começou a melhorar do lado do vulcão Osorno e pudemos ir até perto dele.

As nuvens estavam a cerca de 1000 metros de altura. Como o estacionamento da base do vulcão fica a 1200 metros, o tempo estava perfeito lá em cima. Curtimos todos os detalhes do vulcão, fazendo uma caminhada de 2,5 km vulcão acima. Nele existe um glaciar e assim, possui neve o ano inteiro. Chegamos até perto das primeiras geleiras.

Uma caminhada muito legal e um visual indescritível. Apenas não conseguíamos ver o lago, pois havia um mar de nuvens abaixo.

No fim do dia uma pizza para repor as energias. Amanhã é dia de estrada (apenas 330 km) até Pucon. Pretendemos chegar por volta de 13 hrs.

17/03/2012

Hoje, além da neblina, chuva. Assim como em El Chalten, deixamos a chuva pra trás, rumo a Pucon que, segundo a previsão do tempo, está com sol.

Não pudemos nos despedir do vulcão Osorno, pois nem era mais possível vê-lo.

Novamente pegamos a ruta 5 no Chile (rodovia panamericana) às 10 horas com chuva. Na altura de Osorno, 90 km depois, a chuva parou de cair, enquanto observávamos o duelo entre o sol e as nuvens para ver quem ficava na frente.

Ao chegarmos em Pucon, fomos na agência de turismo contratar o passeio até o cume do vulcão Villarica. Porém, não haverá ascensão ao cume amanhã devido a possibilidade de chuva.

Vamos ver o que o tempo dirá para segunda.

Amanhã vamos curtir as águas termais da região.

18/03/2012

Hoje passamos o dia nas águas quentes da região. Diferentemente da previsão, o tempo ficou bom com algumas nuvens o dia inteiro. A chuva veio somente por volta das 18 horas.

A noite, fomos ver a previsão do tempo pra segunda e não conseguiremos fazer novamente o passeio. A previsão é de melhora pra terça. Se terça der pra fazer, ficaremos aqui mais um dia e vamos modificar o roteiro, não indo a Viña Del Mar.

Aqui em Pucon, por estar próximo a vulcões ativos, há sinais e placas nas ruas informando o que fazer em caso do vulcão se manifestar. Há ruas de evacuação e até um sinal, que fica verde, quando tudo está tranquilo; amarelo, quando o vulcão começa a se manifestar de forma um pouco mais agressiva; e vermelho quando há risco de erupções mais frenéticas.

No último século houve 3 grandes erupções: 1949, 1964 e 1972. A última significativa foi em 1985.

Mas nos sinais, pelo menos por enquanto, tudo verdinho !!

19/03/2012

Como não havia condições de subir o vulcão, fomos ao Parque das Cuevas Vulcânicas. Lá possui algumas explicações sobre as diversas formas de erupção, como se formaram os vulcões e coisas desse tipo.

Além disso, fizemos uma trilha e visitamos uma caverna formada pela lava do vulcão. O guia explicou super bem todos os detalhes.

No fim do dia voltamos à loja de turismo pra saber se haveria ou não a ascensão ao vulcão. Estava confirmado!!! Fomos ao mercado comprar comida e água pra levar e descansar para levantar às 5:30 hrs.

20/03/2012

Acordamos cedinho e fomos, ainda escuro, pro início da empreitada. Às 8 hrs iniciamos a caminhada saindo de 1400 metros de altura indo até mais de 2800 metros. O desnível é de arrepiar mesmo.

Foram 5 horas de subida, intercalando caminhadas nas rochas vulcânicas e na neve. Próximo de 13 hrs, chegamos ao cume. Uma visão maravilhosa com a cratera com cerca de 150 metros de diâmetro expelindo fumaça.

Uns 40 minutinhos curtindo essa maravilhosa experiência e vulcão abaixo.

A descida é bem divertida: ski-bunda na neve. Depois do final da neve, caminha-se até onde tudo começou. Terminamos por volta de 15:30 hrs.

No final do dia, mais uma água quentinha em Los Pozones, onde as temperaturas naturais das águas variam entre 20 e 45 graus.

Agora, com o objetivo em Pucon cumprido, seguiremos rumo a Viña Del Mar.

21/03/2012

Quase 900 km de estrada e chegamos em Viña Del Mar. O tempo em Pucon estava encoberto, porém sem chuva. Quando chegamos na Ruta 5 (panamericana), o tempo já ficou claro e seguiu assim até o destino do dia.

Pudemos acompanhar a cordilheira do nosso lado direito todo o tempo.

E do lado esquerdo, meu braço já não aguentava mais tanto sol, mesmo ensopado de protetor solar.

Por volta de 21 hrs chegamos em Viña.

22/03/2012

Hoje demos uma volta em Viña e conhecemos a orla e a estátua da ilha de Páscoa que tem na cidade.

De manhã cedo havia uma neblina que encobria toda a cidade.

Fomos a Valparaíso que é do lado de Viña (também com neblina), tiramos algumas fotos e depois seguimos rumo às cordilheiras pra atravessar a fronteira e voltar pra Argentina.

Passamos pelo balneário de Concon que é famoso, mas não vimos nada demais.

Falamos com o oceano pacífico e vimos várias placas de alertas para tsunamis. Vias de evacuação em caso de alerta.

Algumas horas depois passamos pelos tão falados caracoles, na ruta que segue pra Mendoza (Argentina). São várias curvas de nível em sequência para subir as cordilheiras. A pista asfaltada chega a 3100 metros de altura. E ainda tem uma caminho alternativo de rípio, que vai até a estátua do Cristo Redentor, a 4000 metros de altura. É claro que fomos até lá.

São 8 km de rípio subindo numa pista estreita. Lá em cima o visual é fantástico, da mesma forma que o vento e, consequentemente, o frio. A estátua colocada foi pra simbolizar a fronteira Argentina e Chile. Uma curiosidade: do lado direito da estátua vende-se chocolate quente cobrando-se em pesos argentinos. Do lado esquerdo, em pesos chilenos.

Descemos pelo rípio do lado argentino e seguimos para o Parque do Aconcágua e fizemos uma trilhazinha de 15 minutinhos pra admirar o Aconcágua (ponto mais alto das Américas com 6962 metros de altura). Sem palavras.

Passamos na aduana (bem organizada, porém com muitos veículos), tiramos umas fotos da Ponte Del Inca (ruínas) e resolvemos ficar na cidade de Uspallata para ver as cordilheiras pela manhã e seguir para Mendoza depois.

23/03/2012

Dia de acordar mais tarde e descansar um pouco. Saímos 11 horas de Uspallata, depois de curtir um pouco o visual da cidade, que fica de frente pras Cordilheiras.

Às 13 horas estávamos em Mendoza. Almoçamos e fommos até o Cerro Glória para mirar pela última vez as Cordilheiras dos Andes e a cidade de Mendoza. Vimos um verdadeiro contraste: de um lado, a imponente cordilheira; do outro, Mendoza, sem morro algum.

Passamos, na volta, no estádio que foi construído pra Copa de 1978 (Estádio Malvinas Argentinas).

Mendoza é uma cidade bem grandinha… já tem o clima diferente de todas as outras cidades que vínhamos passando. Já havíamos até esquecido o que era muita gente, muito carro, muita buzinha, poluição, …

Bom, aqui foi a última cidade que conhecemos na viagem. Agora é só ligar o automático e trazer o carro pra garagem.

Mas é claro que muitos visuais ainda nos recompensarão.

24/03/2012

8 horas da manhã partimos rumo a Santa Fé. O planejamento diria Córdoba, mas achamos melhor andar um pouco mais e parar em Santa Fé. Última parada na Argentina. Amanhã já entraremos no Brasil.

Tempo bom, temperatura em torno de 26 graus e nada de imprevistos.

Na estrada, podemos perceber a proximidade com o Brasil. Já está sendo frequente o cruzamento com caminhões brasileiros.

Chegada em Santa Fé às 20 horas… mais uma cidade grande…

Hoje chegamos aos 13 mil km rodados…

25/03/2012

Saímos de Santa Fé, capital de Santa Fé e pegamos a ponte que vai até Paraná (capital de Entre Rios). Entre uma cidade e outra passamos 3 vezes sobre o rio Paraná. São 2 pontes normais e a última passagem sobre o rio, na verdade é sob o rio. É um túnel subfluvial. Muito legal.

Depois a estrada segue boa até um trecho na Ruta 119, onde passamos por cerca de 20 km de asfalto precário.

Entrada na Ruta 14 e optamos por entrar no Brasil por São Borja e não por Uruguaiana. Então, seguimos até Santo Tomé (Argentina) e atravessamos a fronteira pra São Borja sem grandes problemas às 15:30.

Resolvemos adiantar e ir até Passo Fundo. Chegada às 20 hrs nessa cidade com a noite já instalada. Estamos no Brasil novamente !!

26/03/2012

Penúltimo dia… pelo menos isso era o previsto. Saímos de Passo Fundo às 9 da manhã com previsão para parar em alguma cidade do estado de São Paulo. Porém, pensando no possível trânsito da marginal tietê e chegada ao Rio no fim do dia, resolvemos esticar a perna até o Rio de Janeiro e chegamos às 5 da manhã do dia 27/03/2012, finalizando esta jornada com 15.850 km percorridos nestes 37 dias.

13 respostas a Roteiro 3 – fev/12 – Relatório Online

  1. Andrea Gomes diz:

    Meus queridos irmao e cunhada, e indispensável perguntar se vocês estão bem, ne?!!! rsrs
    Como sempre, mais uma linda viagem e rica experiência para a bagagem de vocês! Amo ver vocês curtindo a vida dessa forma, desbravando diversas ‘rutas’, de uma forma tão despretensiosa, expontânea… livre, leve e solto! rsrs
    Continuem curtindo bastante e postando… pois daqui, vou lendo tudo, apreciando as fotos e…’viajando’ junto com vocês!
    Beijos carinhosos e saudosos. Amo muito voces!!!

    PS: Odival manda abraços e, alerta que, voces estão explorando a blacktona, escravizando-a!!! Só porque ela e pretinha, e?!!!! A época da escravidão já acabou, heim!!!!! rsrs.

    Andrea Gomes

  2. diz:

    Vocês andam, andam e não chegam, hein!!! Já tô cansando da viagem só de tanto que vocês andam. rsrs

    • Hahaha… Por isso que a gente resolveu voltar… andamos, andamos, andamos e não encontramos nada !! Nenhum tesouro !!! Hahaha… Po, a viagem está sendo ótima Zé !! Inclusive vimos um pinguim igualzinho a você !! hahaha… abração

  3. almir gomes de souza diz:

    Juninho e Fabiana…

    Espero que estejam curtindo realmente a viagem.

    Fico feliz em ser tio de uma dupla tao maravilhosa, aventureira, super simpatica, e acima de tudo, uns LOUCOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS.., porem loucos beleza, pois sabem aproveitar e curtir a vida.

    Beijos e sucesso total na empreitada.

    Caso encontrem algum argentino na estrada, façam alguma coisa tipo… (vcs sabem)… rs.. brincadeira.

    Beijos do Tio almir

    • Oi tio !!

      A viagem está sendo ótima realmente !! Uma aventura !! Até aqui (agora estamos em El Calafate com uma conexão que não é das melhores…) tudo conforme planejado. O tempo tem ajudado e estamos firme. Já encontramos vários argentinos… todos gente boas… encontramos paraguaios, brasileiros e até árabes !!!
      Beijos em todos aí!!

  4. O Blacktona é um Pajero né? Ainda não descobriram o porquê dele virar atração quando vocês param na Argentina? Hehehehehe Digamos que em castelhano, “Pajero” é, em português técnico e polido, um “masturbador”! Conheço gente que passou pelo mesmo que vocês! Tanto que na América do Sul os Pajeros são Monteros, não o sendo apenas no Brasil. Abraço! Grande viagem! Acompanharei daqui mais essa super trip!

  5. diz:

    Bla, bla bla…. cade as fotos novas??

  6. Daniela Moreira diz:

    Amigos,

    Que saudade de vocês, estamos acompanhando toda a viagem pelo o site, que lugares maravilhosos, nossa !!! Papai e mamãe estão mandando um beijo grande para vocês, muitas saudades!!! Aproveite bastante cada momento e fiquem com Deus !!! Beijosssss, de sua irmã Daniela

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