Roteiro 3 – fev/12 – Relatório de Viagem

De carro na estrada do Rio de Janeiro ao Fin Del Mundo (Ushuaia) – fevereiro de 2012

Preparação

Após alguns anos de planejamento, pegando relatos em outros blogs, lendo 3 livros de viajantes com aventuras parecidas, trocando idéias com outros aventureiros, chegamos em nosso objetivo: realizar a viagem desde a Cidade Maravilhosa até el Fin Del Mundo. 15.000 km a serem rodados. Muita coisa pra enfrentar. Vários detalhes, vários itens a serem levados, tudo cuidadosamente organizado nos últimos anos e intensificados nos últimos meses.

Assim, nos preparamos para esta grande aventura, fazendo uma lista de itens que levaríamos. Muitos deles somente por precaução e que provavelmente nem seriam usados. Mas é melhor levar e não usar a ficar com aquela dor na consciência quando precisar e não ter na bagagem.

Eis a lista:

Abridor de latas
Altímetro
Barraca, saco e isolante
Bastão de caminhada
Bota de caminhada
Cabides
Cabo para bateria
Calça e anorak
Calculadora
Cambão para reboque
Canivete
Capa de chuva
Carregador e benjamim
Chave reserva e Manual do carro
Corda
Cortador de unha
Desodorante
Detergente
Elástico
Endereços e telefones de autorizadas
Escova e creme de dente
Fio dental
Fita isolante
Flanela e panos
Funil
Galão para combustível
Garrafa para água
Guias, mapas e GPS
Hidrosteril
Kit de primeiros socorros
Lanterna
Lap top
Luvas, meias e gorros
Máquina de retrato
Óculos de sol
Papel e caneta
Papel higiênico
Passaporte e PID
Pen drive
Pilhas reservas p/ lanterna
Potinhos
Pregador de roupa
Protetor solar e labial
Remédios de urgência
Sacos de lixo
Seguro carta verde
Seguro do Carro
Seguro viagem
Tapa furos para barraca
Tesoura
Travesseiro inflavel
Triangulo extra
Tripé para câmera

1º dia – 19/02: Rio de Janeiro/RJ até Passo Fundo/RS

Enfim, dá-se início a grande empreitada. O horario escolhido foi 00:00 horas rumo a Passo Fundo (cerca de 1400 km), o primeiro trecho da viagem. Escolhemos um trecho longo no início, pois pegaríamos rodovias conhecidas e em ótimo estado (pelo menos até Curitiba).

De madrugada, saindo do Rio de Janeiro, trânsito tranquilo, apesar de ser sábado de carnaval, e chegada em São Paulo por volta de 5 da manhã. Marginal Tietê supimpa! Régis Bittencourt perfeita também. Fomos recebidos com uma bela lua, seguida de neblina densa, mas que nada atrapalhou o andar das coisas. Com duas paradas para esticar as pernas e comer alguma coisa, chegamos em Curitiba por volta de 11:30 com a gasolina na conta. Uma parada estratégica pra alimentar o Blacktona (nosso carrinho) e surpresa: um super mapa da Argentina que foi adquirido imediamente. Já na BR-476, encontramos (depois de muita dificuldade) um lugar para almoçar. Seguimos caminho na BR-153, cruzando o estado de Santa Catarina e enfim, às 20 horas, ainda de dia (com o horário de verão nessa época, o sol se põe por volta de 20:30), chegando em nosso destino: Passo Fundo. Uma cidade sem grandes atrativos. Somente para descansar e seguir viagem.

2º dia – 20/02: Passo Fundo/RS até Uruguaiana/RS

Segundo e último dia de Brasil. Destino: Uruguaiana. Estradas relativamente boas, com limite de 80 km/h durante todo o trajeto. Uma curiosidade no meio do estrada: uma placa indicando o caminho para outra cidade de nome curioso: Não Me Toque. Pampas gaúchos e belos visuais dos em nossos visuais.

Chegada tranquila em Uruguaiana no fim da tarde, com pouco mais de 1.900 km rodados. Um calor insuportável na cidade até às 21 horas (hora do pôr do sol).

3º dia – 21/02: Uruguaiana/RS até Luján/ARG

Dia de atravessar a fronteira debaixo de um aguaceiro. Trocamos uns pesos no próprio hotel, mas depois vimos que há uma casa de câmbio (com cotação amiga) na aduana. A passagem foi super tranquila e estava vazia por volta de 08:30 da manhã. Aqui é necessário o passaporte ou o RG (com foto atualizada e com data de expedição inferior a 10 anos). Recebemos um carimbo de turista por até 90 dias.

Existem postos de gasolina do lado argentino. É melhor deixar pra abastecer do lado hermano. O preço é um pouco mais em conta.

Feito isso, pé na estrada e fomos parados apenas uma vez na ruta 14 pela polícia. Conferência de documentação, solicitando o seguro carta verde, documentação do veículo e habilitação brasileira. A ruta 14 está em obra em vários trechos e com alguns pontos para lanchar e abastecer.

Nos arredores de Buenos Aires, chegando em Zarate, enfrentamos um baita enfarrafamento. Tudo parado e alguns engraçadinhos tentando furar a fila. Dois deles foram pegos por policiais que os multaram na hora, sem pestanejar.

Chegada em Luján, a primeira parada na Argentina. Ficamos bem perto da basílica de Luján, onde tem a imagem da Nossa Senhora de Lujan, considerada a padroeira da Argentina.

Luján, que por sinal é uma cidade muito bonita, possui várias lojinhas e o principal atrativo é a basílica mesmo, que pode ser conhecida em 1 hora.

Dicas do dia:

1 – Se for atravessar a fronteira por Uruguaiana, trocar pesos na casa de câmbio da aduana. A cotação é amiga.
2 – Existem postos de gasolina do lado argentino, com o preço um pouco mais em conta do que do lado brasileiro.
3 – Na Argentina, não peçam gasolina (que pode ser confundido com gas-oil). Peçam nafta super.

4º dia – 22/02: Luján/ARG até Bahia Blanca/ARG

Mais um dia de estrada. Bem cedo, demos adeus a Luján, pegando a ruta 5, que segundo dica do senhor do hotel, seria melhor que a ruta 3.

Aqui uma curiosidade: sempre que parávamos em algum lugar, seja para comer, seja pra abastecer e/ou esticar as pernas, algumas pessoas ficavam olhando para o carro. Seria pela placa do Rio de Janeiro? Seria pela sujeira do carro?

Na Argentina, a velocidade em vários trechos é de 130 km/h (limite de velocidade no país), com estradas em perfeitas condições.

Na altura de Trenque Lauquen, saímos da Ruta 5 e entramos na Ruta 33, percorrendo mais alguns km para chegar ao nosso destino exatamente às 18:30: Bahia Blanca.

Bahia Blanca não tão bonita quanto Lujan. Normalmente quem vem aqui, vem a negócios, estudos ou pernoitar para seguir adiante, como nós. Há bastante vento e a temperatura estava na casa dos 16 graus.

Chegamos a pouco mais de 3.200 km rodados.

5º dia – 23/02: Bahia Blanca/ARG até Puerto Madryn/ARG

Saindo de Bahia Blanca, passa-se por um pedágio que na verdade é um posto de controle para saber se estávamos levando frutas, verduras ou algum alimento proibido. O policial revistou rapidamente e nos liberou, confiando que não levávamos nenhum alimento deste tipo.

Depois disso, optamos pela Ruta 22: estrada tranquila com alguns caminhões. Depois de Rio Colorado, dobra-se a esquerda e pega-se a Ruta 251. Vale comentar que, cada vez mais, os ventos sopram mais forte e toda vez que cruzamos com caminhões, haja braço pra segurar o Black (exagero!).

Às 17:45 chegamos em Puerto Madryn.

6º dia – 24/02: Península Valdez/ARG

Dia de conhecer a Peninsula Valdez, que fica cerca de 100km de Puerto Madryn, e encarar pela primeira vez o rípio (estrada de terra batida com pedrinhas soltas por cima).

Existe uma entrada na Península Valdez, onde paga-se um ingresso. O circuito total são quase 250 km, incluindo Puerto Piramides, único povoado (pequeno, porém receptivo e que há vagas para pernoitar, inclusive campings) que fica dentro da península, e o circuito completo por dentro da península. Há 3 pontos de parada: Punta Delgada, Caleta Valdez e Punta Norte.

Nesse trajeto você encontra guanacos, cordeiros e outros animais soltos pela região, além de avistar elefantes marinhos, leões marinhos e pinguins, quando é época deles, claro!

E, no rípio, é bom diminuir a velocidade sempre que cruzar com outro veículo. Afinal, pedras voam a medida que a velocidade do carro aumenta. Através de nossas pesquisas, encontramos 3 táticas para minimizar o encontro das pedrinhas com o seu pára-brisa:

1) Piscar o farol para o carro que vem no sentido contrário, quando este ainda está longe, a fim de que ele diminua a velocidade;
2) Se você perceber que o carro ignorou suas piscadas e continua em alta velocidade, vá para a pista dele (contra-mão) e continua piscando o farol freneticamente;
3) Se ainda assim ele não diminuir, volte para o seu canto e coloque a mão no pára-brisa.

Ainda assim você pode ser contemplado com uma lasca no vidro, que foi o nosso caso.

Mas vale muito a pena curtir cada quilômetro dessa península. Uma sensação indescritível de contato com essa parte do planeta, onde reina o estepe patagônico.

Aqui, descobrimos também o dia do guarda fauna (guarda florestal) que é dia 02/10, dia em que morreu trabalhando, pela primeira vez, uma guarna fauna muito dedicada ao trabalho.

Há ainda a ilha dos passaros, um lugar muito bonito.

Dicas do dia:

1 – Conhecer os 3 pontos da Península Valdez;
2 – Conhecer Puerto Piramides;
3 – Utilizar as 3 técnicas citadas a cima ao andar no rípio;
4 – Comer um delicioso cordeiro em Puerto Madryn.

7º dia – 25/02: Puerto Madryn/ARG até Comodoro Rivadavia/ARG

Muita chuva no caminho rumo a Comodoro Rivadavia. Chuva, vento e frio.

A primeira parada era Punta Tombo, uma pinguinera que fica a 180 km de Puerto Madryn, com caminho quase todo asfaltado. Apenas os últimos 20km são de rípio.

Atravessamos esses 20km no sufoco, mesmo com a tração 4×4 ligada. O trecho com chuva é muito ruim.

A pinguinera (que não aproveitamos 100% por causa da chuva) é fantástica. Existe uma trilha no meio dos pinguins, por onde os turistas passeiam e olham os animais de perto. Muito interessante. Há também um museu contando muita coisa sobre os pinguins.

Seguindo a ruta 3 e após ‘nada’ de um lado e ‘nada’ do outro (estepe patagônico), surge alguns morros: chegada em Comodoro Rivadavia sem chuva.

Nesta cidade os hotéis são mais caros.

Dicas do dia:

1 – Visitar Punta Tombo (pinguinera).

8º dia – 26/02: Comodoro Rivadavia/ARG até Rio Gallegos/ARG

Comodoro Rivadavia é uma cidade litorânea relativamente grande e estava com o mar revolto.

Visitamos o cerro Chenque, com uma vista fabulosa da cidade.

Até Puerto Madryn, os postos de gasolina eram muitos. Daqui pra baixo, tem que ficar fazendo conta de consumo, pois só é possível abastecer de 100 em 100 km… ou até mais, dependendo do trecho. É bom sempre estar com o tanque cheio para não ter problemas de pane seca. Mas ainda sem necessidade de encher o galão de gasolina.

Em relação a policia, só fomos parados uma vez até aqui, logo que entramos na Argentina. Depois disso, passamos por todos os postos de controle sem ser parados.

De volta a estrada, a Ruta 3 está em obras em diversos pontos, porém muito boa no geral. Somente é preciso reduzir a velocidade em alguns trechos. No acostamento existem, de tempos em tempos, telefones exclusivos para emergência.

E quanto mais ao sul, menos carro na estrada.

Aqui, pudemos ver na prática o que já havíamos lido em outros blogs: enquanto no Brasil a ultrapassagem é sinalizada dando a seta pra direita, na Argentina a ultrapassagem é sinalizada dando a seta pra esquerda.

Pouco depois da cidade de Fitz Roy (cerca de 85 km), no sentido Rio Gallegos, tem uma estrada de Rípio à direita que leva ao Monumento Nacional dos Bosques Petrificados. São 50 km, onde no meio do caminho há uma estância com lugar para acampar. O Bosque é marailhoso, com uma paisagem bucólica.

Antes da formação da Cordilheira dos Andes, a região era um bosque. Apõs o surgimento dessas montanhas com a interrupção dos ventos que vinham do Pacífico, a região tornou-se desértica matando o bosque existente. Depois disso, os vulcões, com suas cinzas, ajudaram a deixar os restos das árvores, do antigo bosque, petrificadas.

Alguns km depois, quando paramos para abastecer em Puerto San Julian, conhecemos um casal de motoqueiros, do Rio Grande do Sul, que estavam fazendo um percurso parecido com o nosso. Como os motoqueiros andam rápido!!! Tentamos acompanhá-los, mas a fome do Blacktona aumantava cada vez mais a medida que aumentávamos a velocidade. Assim, voltamos à nossa vidinha de 110 km/h.

Na cidade de Comandante Luiz Piedra Buena fomos parados, pela 2ª vez, pela polícia Argentina: pediram a documentação do carro, a habilitação e quiseram saber o motivo de irmos até Ushuaia. No final, o policial se despediu com um “muito obrigado”.

Um visual maravilhoso, perto do km 2374, ao cruzar o Rio Santa Cruz, com um mirante logo apõs a ponte.

Enfim, chegamos a Rio Gallegos por volta de 21 horas, com o sol se pondo. Um cenário maravilhoso!

O sotaque do pessoal aqui do sul é bem diferente do norte da Argentina. É perceptível a diferença.

Dicas do dia:

1 – Visitar o Monumento Nacional dos Bosques Petrificados;
2 – Começar a fazer conta de consumo, pois já há escassez de postos de gasolina. Mas sem neurose. Apenas precaução.

9º dia – 27/02: Rio Gallegos/ARG até Ushuaia/ARG

Hoje acordamos com uma temperatura agradável de 3,5 graus, aproveitamos o espaço da garagem para tirar um pouco da poeira do Blacktona. Verificamos quão gelada é a água.

Demos uma volta às margens do Rio Gallegos e seguimos rumo a fronteira com o Chile. Afinal, para chegar a Tierra Del Fuego é necessário entrar no Chile e, depois de atravessar o estreito de magalhães, regressar a Argentina.

É importante ir de tanque cheio. Não há posto no caminho. Apenas em San Sebastian (280km) há um posto de gasolina, que nem sempre tem posto. Depois somente em Rio Grande (390km) e Ushuaia (560km).

A primeira Aduana é Argentina e passamos direto. A segunda, de parada obrigatória, perdemos 1:30hs, pois há 3 estágios: o primeiro para identificação das pessoas; o segundo para identificação do veículo; e o terceiro para controle de alimentos de origem animal ou vegetal, onde é proibido o ingresso. Vale ressaltar que o trâmite é rápido. O problema é o numero de pessoas.

Mais alguns quilômetros e atravessamos o Estreito de Magalhães em uma balsa com tempo de travessia de 20 minutos. Conte aqui também o tempo de espera do transbordador que pode chegar a meia hora mais ou menos.

Depois, 120 km de rípio (3 horas) até chegar a aduana para regressar a Argentina. Aqui é necessário parar nas duas aduanas: primeiro na chilena (pra sair do país) e depois na argentina (para entrar no país).

Passamos por San Sebastian, onde há um hotel e um posto de gasolina. Porém, não é bom confiar nesse posto. Nem sempre há gasolina.

Passamos nos arredores de Rio Grande e fomos nos aproximando de Ushuaia. A serra que chega nessa cidade é espetacular. O visual vai ficando cada vez mais deslumbrante. E ainda demos sorte de na noite anterior ter nevado. Vimos pedaços de gelo na beira da estrada com o termômetro marcando 2 graus. O visual das montanhas cobertas de neve é espetacular também.

Chegamos ao Fim do Mundo !!

Dicas do dia:

1) Pegar a aduana chilena, saindo de Rio Gallegos, bem cedo, antes dos ônibus de turismo;
2) Encher o tanque em Rio Gallegos para não ter problemas com combustível;
3) Apesar de não termos feito isso, acreditamos que pegar a serra chegando em Ushuaia seja mais bonita pela manhã, pois o sol ilumina as montanhas de frente; a noite, você dirige contra o sol.

10º dia – 28/02: Ushuaia/ARG

Dia de curtir o Cerro Martial, que fica a 7 km do centro da cidade.

A trilha total tem cerca de 4 km de subida e vai mostrando, a cada passo, um visual fantástico do cerro. Não pegue o teleférico que vai até uns 2 km. Ande, pois a cada passo, um visual maravilhoso.

Lá em cima, você pode andar na neve (neve eterna, tem o ano todo) e ter um visual magnífico do Canal de Beagle.

Dicas do dia:

1 – Não utilizar o teleférico ao subir o Cerro Martial. O visual que “vai chegando aos poucos” durante a caminhada é fantástico.

11º dia – 29/02: Ushuaia/ARG

Dia de curtir o Parque Nacional Tierra Del Fuego, onde tem o fim da Ruta 3, com mais de 3.000km de extensão.

Nele, há várias trilhas para os amantes do trekking, porém a mais interessante é a trilha Costeira, que tem início no correio do fim do mundo. Aqui você pode mandar uma carta para qualquer lugar, registrando que você esteve no fim do mundo. Puro marketing.

A noite, vimos algo curioso no centro da cidade: uma cápsula que foi “enterrada” em 1992 e será aberta somente em 2492, ou seja, 500 anos depois, para que gerações futuras vejam alguns vídeos e saibam dos pensamentos das pessoas de hoje em dia. Seria muito interessante se tivéssemos um vídeo de Pedro Álvares Cabral com o pensamento de seus colegas na época do descobrimento. Será algo bem interessante, se o ser humano resistir até lá.

1 – Tire um dia inteiro para o Parque Nacional. Existem trilhas para todos os gostos e fôlegos.

12º dia – 01/03: Ushuaia/ARG até San Sebatian/ARG

Hoje vimos o que havíamos lido por aí: Ushuaia – 4 estações em um dia.

Acordamos com uma chuva forte bem cedo. Achamos que o passeio de barco ia melar. Porém, às 8 e pouquinho já estava fazendo sol. Fomos então fazer o passeio pelo canal de Beagle e ver as colônias de lobos marinhos, cormoranes (pássaros) e de pinguins (de magalhães e os papúa). O passeio em si não tem nenhum atrativo. As atrações são exatamente os animais. Os pinguins são muito desajeitados !!!

Ao longo do passeio um vento gélido. Mas nada que um casaco não resolva.

No final do dia, depois de aproveitar bastante a cidade, resolvemos ir até San Sebastian (na fronteira com o Chile) para pernoitar e adiantar o dia seguinte.

No caminho, observamos mais uma vez a beleza natural dos lagos Escondido e Fagnano e seguimos viagem.

13º dia – 02/03: San Sebatian/ARG até Puerto Natales/CHI

Foi a melhor coisa que fizemos (dormir na fronteira). Partimos às 7:30 rumo às aduanas (aqui novamente é necessário passar na argentina e na chilena, distantes 10 km), que estavam super vazias, e 8:20 já começamos a enfrentar o rípio.

Só fomos cruzar com o primeiro carro depois de 30 km. Ganhamos um bom tempo nisso. Apesar de cruzarmos com menos carros, no final vieram uns carros agressivos. Além de jogar farol alto ao cruzar com os carros (tática 1 do rípio), se jogar na frente do carro jogando farol alto (tática número 2), colocamos em prática a tática número 3: mão no vidro. É isso mesmo… depois do primeiro carro agressivo, quando cruzávamos com outros carros, colocávamos a mão no rípio. Vimos isso na internet e vimos que algumas pessoas realmente fazem isso aqui. Não sabemos o motivo, mas deve absorver o impacto da pedra. E deu certo: levamos uma pedrada no meio do vidro e nada de lasca.

Mais uma vez o Estreito de Magalhães, dessa vez, saindo de la Tierra Del Fuego.

Passamos em Punta Arenas para ir no mirador e na Zona Franca. Não há muita coisa interessante, nem no primeiro, nem no segundo.

Assim, seguimos rumo a Puerto Natales, onde pernoitamos para ir para Torres Del Paine no dia seguinte.

Dicas do dia:

1 – Não vale a pena passar em Punta Arenas.

14º dia – 03/03: Torres Del Paine/CHI

Torres Del Paine fica a 150 km de distância de Puerto Natales.

Pegamos dicas (hora do nascer do sol, por exemplo) e resolvemos subir a trilha mesmo debaixo de chuva fina.

Fizemos uma perna do famoso circuito W, indo até o mirante de las torres.

Foram cerca de 3 horas até o acampamento base de las torres, onde armamos a barraca e dormimos para acordar cedo no dia seguinte. O tempo médio desse percurso é de 4 horas.

No meio do caminho passamos por um lugar onde venta muito, do lado de um penhasco. É bom tomar cuidado. A trilha em si é bem tranquila. É possível ir caminhando devagar, curtindo o ambiente. No meio do caminho há o refugio chileno, onde tem alguma infra-estrutura (leia-se abrigo).

No acampamento base de las torres tem água e um “banheiro” apenas, além do guarda faunas.

15º dia – 04/03: Torres Del Paine/CHI

Acordamos bem cedo para subir os últimos 50 minutos até o mirador. A chuva já havia passado e chegamos lá em cima na hora do show. Espetacular! O tempo perfeito e as torres imponentes !! Sensação indescritível..

Uma hora de admiração enfrentando o vento gélido e cortante, apesar do sol em nossas caras.

Descemos, desarmamos a barraca e mais 3 horas trilha abaixo até o estacionamento.

No resto do dia, conhecemos outra parte do parque de carro.

Dicas do dia:

1 – Imperdível o nascer do sol no mirador das torres;
2 – É possível dormir dentro do carro nos estacionamentos dos hotéis;
3 – Os campings são excelentes e as trilhas muito bem demarcadas.

16º dia – 05/03: Torres Del Paine/CHI até El Calafate/ARG

Fizemos um passeio de barco pelo lago Grey pela manhã para admirar o Glaciar Grey. Um visual bem diferente. Sem ser diferente, um vento absurdo… e a sensação térmica lá embaixo.

Depois do passeio, mais uma volta pelo parque, saindo pela saída principal, pois a outra possui uma estrada muito ruim.

Entramos novamente na Argentina por Cancha Carrera, rumo a El Calafate. Nesse trecho, são cerca de 7 km de rípio. Bem tranquilo.

Depois, fizemos um “V” até Esperanza para fugir dos 70 km de rípio (estrada mais curta).

Até esse ponto, nada de preocupações com gasolina. Sempre há postos relativamente pertos (a cada 100/150 km). Mas não é bom facilitar.

17º dia – 06/03: El Calafate/ARG

Dia de conhecer o famoso Glaciar Perito Moreno. Francisco Moreno foi um cara que no final do século 19 resolveu, rio acima, desvendar o que havia no interior da Argentina. Enfrentou, não só o frio, mas também os indígenas. Foi o negociador dos limites entre Argentina e Chile na época e por ter sido muito importante teve seu nome colocado no Glaciar, numa cidade (perto de Bariloche) e num Parque Nacional.

O Parque Nacional Los Glaciares, onde fica o famoso Perito Moreno, fica a aproximadamente 80km do centro de El Calafate.

Primeiro, num passeio de barco, conhecemos o Glaciar Upsala, passando por vários icebergs. No fim do passeio ficamos cerca de 30 minutos avistando o Glaciar Perito Moreno em um de seus braços.

Depois do passeio de barco percorrendo todos esses glaciares, um parada no mirante para acompanhar de perto a queda dos fragmentos de gelo do Glaciar Perito Moreno.

É inacreditável a quantidade de fragmentos que vão se soltando. Isso significa o descongelamento desta grande massa de gelo, que caminha cerca de 5 cm por ano.

Dica do dia:

1 – Perca (ou ganhe) 1 hora ou 1 hora e meia admirando o Glaciar do mirante. É um espetáculo!

18º dia – 07/03: El Calafate/ARG

Cerca de 15 graus no termômetro. Dia de encarar o Glaciar Perito Moreno por cima, ou seja, caminhando sobre ele. Uma ótima aventura que a Hielo y Aventura proporciona. Aqui há duas opções: o Big Ice e o Mini Trekking. Se você tem vontade e um mínimo de preparo físico, faça o Big Ice. A única diferença é o tempo em cima do gelo. E lá em cima o tempo voa…

O Big Ice começa com uma trilha “normal” na terra durante 1 hora. Em seguida, coloca-se os acessórios (blusas, casaco, gorro, luva, óculos de sol e os grampons, que são grampos para fixarem no gelo e não deixar escorregar).

Leva em torno de 4 horas a caminhada total no gelo, com direito a lanche em cima do gelo. No início os grampons parecem esquisitos, mas em 3 ou 4 minutos você já estará andando como se estivesse descalço.

Em cima do glaciar há rios, lagos, tonalidades azuladas. Muito bonito mesmo. Assim, no gelo temos que cruzar esses rios, subir mini-montanhas. Uma experiência muito legal.

Depois dessa experiência, mais 1 hora descendo a trilha normal e final de passeio.

Depois, mais um pouco de admiração no mirante do Perito Moreno para ver mais algumas quedas de gelo.

Dica do dia:

1 – Big ice ou Mini trekking? BIG ICEEEEEEEEEEEEEE

19º dia – 08/03: El Calafate/ARG até El Chalten/ARG

Saída de El Calafate no início da tarde e chegada em El Chalten no fim da tarde. Um trecho bem tranquilo com visuais magníficos a esquerda, principalmente quando o Fitz Roy começa a despontar ainda na ruta 40.

Num dos mirantes, encontramos um casal de argentinos de Córdoba, no centro da Argentina. Estavam passeando também.

E no final do dia, quem encontramos novamente? O mesmo casal de Rio Grande, que encontramos uns dias atrás antes de Ushuaia !!! Nem tanta coincidência assim. Afinal, nossos roteiros são bem parecidos. A única diferença é que eles estão de moto. Nós, de Black !!

20º dia – 09/03: El Chalten/ARG

El Chalten é uma cidade muito aconchegante e bem tranquila. Deixamos nosso carro no estacionamento da trilha e subimos para acampar. 2 horas e meia do início da trilha até o acampamento, onde montamos a barraca. A segunda parte é o bicho: são 400 metros de desnível numa extensão de 2,5 km. Mas devagarinho a gente chega lá. E ainda bem que sem mochilão !!

A subida é sinistra!! Mas valeu todo o esforço. O Fitz Roy, que no início da trilha estava encoberto pelas nuvens, ficou totalmente limpo quando chegamos lá em cima. Um visual espetacular, acompanhado de uma laguna (de los 3) e de glaciares.

Descemos para passar a noite no acampamento.

Dica do dia:

1 – Existem duas trilhas principais: a do Fitz Roy e a do Cerro Torre. É possível fazer um circuito, combinando essas duas trilhas com apenas um pernoite.

21º dia – 10/03: El Chalten/ARG

Acordamos cedinho e subimos novamente a trilha para ver o nascer do sol lá de cima. Saímos 6 horas e antes das 7:30 estávamos lá aplaudindo o sol nascer.

Sinceramente não sabemos qual é melhor: Torres Del Paine ou Fitz Roy. São duas belezas raras. Mais uma hora de curtição e morro abaixo.

Novamente trilhas em ótimas condições. Sempre demarcadas.

Recolhemos nossa barraca e fomos ver o Cerro Torre do outro lado do parque (não tão imponente quanto o Fitz, mas muito bonito também). Mais 2 horas e meia de caminhada e o visual do Cerro Torre. Mais 2 horas e finalizamos as caminhadas em El Chalten por volta das 15 horas.

Dica do dia:

1 – Conheça o Fitz Roy, mas não deixe de ver o Cerro Torre: são espetaculares.

22º dia – 11/03: El Chalten/ARG até Perito Moreno/ARG

Esse é o dia crítico em relação a gasolina. Quem faz esse trecho é OBRIGATÓRIO levar um galão com combustível reserva.

Apesar de ter tido esse cuidado, estávamos com o galão, porém não o usamos. Por que? Por que compramos um ótimo mapa (que depois descobrimos que era Tabajara), que dizia haver 5 postos pelo caminho. Alguns até existiam: porém sem combustível, fechados ou com limitação.

Resumo do dia: no primeiro posto, nada de gasolina, pois havia acabado; o segundo, inexistente; o terceiro estava sem luz e quando a luz voltou, com limitação de 20 litros por carro; o quarto inexistente; e o quinto só tinha diesel.

Chegamos em Perito Moreno no osso, na gota.

Narrativa do dia (vale a pena.. rsrs)

Vimos pelo mapa que haveriam postos de gasolina no meio do caminho. Então nem nos preocupamos tanto. Passaríamos por 5 postos até Perito Moreno.

O primeiro, quando passamos, estava sem gasolina. Tudo bem, ainda tem 4 pela frente.

E toma-lhe estrada de rípio. No meio do caminho, o Black começa a fazer um barulho estranho. Achamos que fosse na hora de frear. Mas depois vimos que não era. Quando acelerava também fazia o mesmo barulho. Na verdade ele fazia quando o carro estava em movimento.

Paramos, olhamos e nada. Parecia que alguma pedrinha havia entrado em algum lugar e estava arrastando.

Enfim, uma brilhante idéia: se a pedra está arrastando quando se anda pra frente, por que não dar marcha-a-ré para soltá-la? Pois é… simples assim o problema foi resolvido.

E voltamos a questão da gasolina. Mais alguns quilômetros e chegamos na cidade onde, supostamente, teriam 2 postos. Descobrimos que só tinha 1. Tudo bem… um já é suficiente para alimentar o Black… desde que houvesse luz para colocar a gasolina pra dentro.

E aí, o que fazer? Como não havia previsão para voltar a luz, seguimos rumo aos 2 últimos postos, na cidade de Bajo Caracoles.

Porém, uns 30km depois refizemos as contas e, de acordo com o consumo do Black, vimos que não daria pra chegar em Bajo Caracoles. Decidimos voltar e esperar a luz voltar.

Assim que chegamos no posto novamente a luz chegou. Pedimos pra encher o tanque, porém, como havia pouca gasolina, estava limitado a 20 litros por carro.

E olha a sorte: assim que chegamos a luz voltou e a fila de carros se formou atrás de nós. Abasteceram uns 8 carros e a gasolina do posto acabou. Perguntei só por curiosidade quando ia chegar mais gasolina: “somente na quarta”. Era domingo… Não quis nem pensar se chegássemos 15 minutos depois.

Bom, com a gasolina colocada dava pra chegar em Bajo Caracoles. Seguimos na manha e uns 2 km depois mais um barulho começou a nos incomodar. Paramos no meio da estrada e fomos ver o que era. Parecia que a lama havia endurecido no amortecedor ou algo do tipo. Como carregávamos água, jogamos um pouco para amolecer e tirar um pouco da lama. Tira aqui, tira ali, pedra aqui, pedrinha acolá e resolvemos o problema do barulho.

Quilômetros se passavam… asfalto, rípio, chuva, sol, obras, desvios… chegamos em Bajo Caracoles… e onde estava a gasolina? Não havia também.

Estávamos com 1/4 de tanque para ir até Perito Moreno, onde certamente havia posto de gasolina.

Perguntamos na delegacia se eles tinham ou conheciam alguém com gasolina naquele vilarejo, mas não havia. Explicamos a situação e o policial nos disse que daria para chegar até Perito Moreno. Mas eu tinha minhas dúvidas. Isso já era 21 hrs… ele disse que 1 da manhã um colega dele ia até Perito Moreno e que, se não conseguíssemos chegar lá e parássemos no meio da estrada por pane seca, o colega dele nos rebocava até o posto… pessoal gente fina mesmo.

Assim, ficamos mais tranquilos e seguimos… mais na manha ainda… se é que era possível… mais 40km de rípio e 90 de asfalto.

Faltando 68 km para chegar a luz indesejada acende, já no asfalto. Tensão do lado de dentro do Black. Uma bela lua do lado de fora.

E parecia não chegar… 30, 20, 10, 5 e a luz de reserva começa a piscar… dizendo que já está na última gota.

Finalmente conseguimos chegar no posto. Na hora do abastecimento o frentista até se assustou que não parava de entrar gasolina…

23º dia – 12/03: Perito Moreno/ARG até San Carlos de Bariloche/ARG

Seguimos rumo a Bariloche, pegando os últimos 40 km de rípio da viagem. Tempo bom, chuva fina, chuva mais forte e depois de 800 km chegamos em Bariloche, conforme planejado.

Nada de cicatrizes no pára-brisa. Até aqui foram 2 lascas e mais nada.

24º dia – 13/03: San Carlos de Bariloche/ARG

Dois dias dedicados para curtir Bariloche, que fica numa região de lagos e cercada por morros (cerros).

No primeiro dia, fizemos o Circuito Chico, um passeio passando por dentro do Parque Nacional de Llao Llao. Natureza e algumas trilhas. Finalizamos com o Cerro Campanário que fica há uns 20 km de Bariloche, com o visual da parte oeste da cidade.

25º dia – 14/03: San Carlos de Bariloche/ARG

Para completar a estadia em Bariloche, fizemos os cerros catedral (uma grande central de sky no inverno), de onde se pode avistar o cerro tronador (com neve eterna na divisa com o Chile), Bariloche, o cerro campanário, o cerro otto e grande parte dos lagos da região. Um bondinho nos leva até lá em cima. Visual deslumbrante. Lá em cima, fizemos uma trilha de 40 minutos (ida) de onde se pode avistar o vulcão Lanin (na Argentina) e o vulcão Osorno (no Chile).

Em seguida, fomos no cerro otto, que fica “em cima” de Bariloche e onde tem a famosa confeitaria giratória, que fica no cume girando sem parar. Um visual mais de perto da cidade, de onde também se vê o cerro tronador e o cerro catedral.

26º dia – 15/03: San Carlos de Bariloche/ARG até Puerto Varas/CHI

Pé na estrada para entrar novamente no Chile. Esta é a última entrada no Chile. Passamos por Villa La Angostura (um caminho deslumbrante).

Em seguida, chegamos a divisa com o Chile. Os trâmites por aqui são mais rápidos, pois há muito menos veículos.

Passamos por Osorno e pegamos a rodovia Panamericana, rumo a Puerto Varas.

27º dia – 16/03: Puerto Varas/CHI

Acordamos antes do amanhecer para ver o nascer do sol (aqui, com o horário de verão é somente às 7:45). Mas nada do sol aparecer. Tempo nebuloso. Tomamos café e esperamos até às 9 horas. Mas nada do tempo melhorar. Saímos mesmo assim.

No dia anterior, soubemos que não podíamos subir até o cume do vulcão, pois nos últimos 2 meses fez muito calor e a CONAF proibiu a subida até o cume. Assim, tivemos que nos contentar com a subida até 1800 metros (onde era permitido). O vulcão tem 2600 e mais uns quebrados de altura.

Com a neblina, fomos até a cidade de Petrohue (que tem um lago bonito), passando pelo rio de mesmo nome onde tem uma mini cachoeira. O rio possui águas de um tom esverdeado… muito legal.

Até agora percebemos que os motoristas aqui no Chile são bem mais educados do que os brasileiros e argentinos. Estávamos numa pista de 70km/h, a uma velocidade entre 60 e 70, e haviam 3 carros atrás de nós. Passávamos por retas grandes, com faixa permitindo a ultrapassagem, porém nenhum deles nos ultrapassou. De uma forma geral, eles obedecem a sinalização. Até nas estradas, diferentemente de brasileiros e argentinos que passam voando por nós, mesmo quando estamos na velocidade máxima permitida.

Durante o dia, percebemos que as nuvens estavam a cerca de 1000 metros de altura. Como o estacionamento da base do vulcão fica a 1200 metros, o tempo estava perfeito lá em cima. Curtimos todos os detalhes do vulcão, fazendo uma caminhada de 2,5 km vulcão acima. Nele existem vários glaciares e assim, possui neve o ano inteiro. Chegamos até perto das primeiras geleiras.

Uma caminhada muito legal e um visual indescritível. Apenas não conseguíamos ver o lago, pois havia um mar de nuvens abaixo.

28º dia – 17/03: Puerto Varas/CHI até Pucon/CHI

Hoje, além da neblina, chuva. Assim como em El Chalten, deixamos a chuva pra trás.

Não pudemos nos despedir do vulcão Osorno, pois nem era mais possível vê-lo.

Novamente pegamos a ruta 5 no Chile (rodovia panamericana) com chuva. Na altura de Osorno, 90 km depois, a chuva parou de cair.

Ao chegarmos em Pucon, tivemos que segurar a vontade de ver o vulcão Villarica: a neblina encobria a cidade.

29º dia – 18/03: Pucon/CHI

Pucon é fantástico. Uma cidadezinha bem pequena, aconchegante e fácil de se apaixonar. Como não pudemos subir o vulcão por causa do mal tempo, passamos o dia nas águas quentes da região.

Em Pucon, por estar próximo a vulcões ativos, há sinais e placas nas ruas informando o que fazer em caso do vulcão se manifestar. Há ruas de evacuação e até um sinal, que fica verde, quando tudo está tranquilo; amarelo, quando o vulcão começa a se manifestar de forma um pouco mais agressiva; e vermelho quando há risco de erupções mais frenéticas.

No último século houve 3 grandes erupções: 1949, 1964 e 1972. A última significativa foi em 1985.

Dica do dia:

1 – A termas Los Pozones possui águas muito quentes. Leve isso em consideração na hora de escolhê-la. Sem contar que há um limite de 3 horas pra ficar nela, enquanto que nas outras, não há limite.

30º dia – 19/03: Pucon/CHI

Dia chuvoso ainda, sem condições para subir o vulcão. Então, fomos ao Parque das Cuevas Vulcânicas. Lá possui algumas explicações sobre as diversas formas de erupção, como se formaram os vulcões e coisas desse tipo.

Além disso, fizemos uma trilha e visitamos uma caverna formada pela lava do vulcão. O guia explicou super bem todos os detalhes.

31º dia – 20/03: Pucon/CHI

Enfim, a tão sonhada ascenção ao vulcão Villarica. Saímos, ainda escuro, pro início da empreitada. Às 8 hrs iniciamos a caminhada saindo de 1400 metros de altura indo até mais de 2800 metros. O desnível é de arrepiar mesmo.

Foram 5 horas de subida, intercalando caminhadas nas rochas vulcânicas e na neve. Próximo de 13 hrs, chegamos ao cume. Uma visão maravilhosa com a cratera com cerca de 150 metros de diâmetro expelindo fumaça.

Uns 40 minutinhos curtindo essa maravilhosa experiência e vulcão abaixo.

A descida é bem divertida: ski-bunda na neve. Depois do final da neve, caminha-se até onde tudo começou. Terminamos por volta de 15:30 hrs.

No final do dia, mais uma água quentinha em uma termas.

32º dia – 21/03: Pucon/CHI até Viña Del Mar/CHI

Quase 900 km de estrada e chegamos em Viña Del Mar. O tempo ajudou e nos deixou contemplar a cordilheira do lado direito da Ruta 5 (Panamericana).

A Panamericana possui uma infra-estrutura boa, tipo Rodovia Presidente Dutra ou Castelo Branco. Muitos pedágios também a cada 100 km.

33º dia – 22/03: Viña Del Mar/CHI até Uspallata/ARG

Hoje demos uma volta em Viña e conhecemos a orla e a estátua da ilha de Páscoa que tem na cidade.

De manhã cedo havia uma neblina que encobria toda a região.

Fomos a Valparaíso que é do lado de Viña (também com neblina), tiramos algumas fotos e depois seguimos rumo às cordilheiras pra atravessar a fronteira e voltar pra Argentina.

Passamos pelo balneário de Concon que é famoso, mas não vimos nada demais.

Falamos com o oceano pacífico e vimos várias placas de alertas para tsunamis. Vias de evacuação em caso de alerta.

Algumas horas depois passamos pelos tão falados caracoles, na ruta que segue pra Mendoza (Argentina). São várias curvas de nível em sequência para subir as cordilheiras. A pista asfaltada chega a 3100 metros de altura. E ainda tem uma caminho alternativo de rípio, que vai até a estátua do Cristo Redentor, a 4000 metros de altura. É claro que fomos até lá.

São 8 km de rípio subindo numa pista estreita. Lá em cima o visual é fantástico, da mesma forma que o vento e, consequentemente, o frio. A estátua colocada foi pra simbolizar a fronteira Argentina e Chile.

Descemos pelo rípio do lado argentino e seguimos para o Parque do Aconcágua e fizemos uma trilhazinha de 15 minutinhos pra admirar o Aconcágua (ponto mais alto das Américas com 6962 metros de altura). Sem palavras!!

Passamos na aduana (bem organizada, porém com muitos veículos), tiramos umas fotos da Puente Del Inca (ruínas) e resolvemos ficar na cidade de Uspallata para ver as cordilheiras pela manhã e seguir para Mendoza depois.

34º dia – 23/03: Uspallata/ARG até Mendoza/ARG

Acordamos mais tarde e saímos por volta de 11 horas de Uspallata, depois de curtir um pouco o visual da cidade, que fica de frente pras Cordilheiras.

Às 13 horas estávamos em Mendoza. Almoçamos e fomos até o Cerro Glória para mirar pela última vez as Cordilheiras dos Andes e a cidade de Mendoza. Vimos um verdadeiro contraste: de um lado, a imponente cordilheira; do outro, Mendoza, sem morro algum.

Passamos, na volta, no estádio que foi construído pra Copa de 1978 (Estádio Malvinas Argentinas), onde joga o Godoy Cruz.

Mendoza é uma cidade bem grande… já tem o clima diferente de todas as outras cidades que vínhamos passando. Aqui já existe muita gente, carros, buzinas, poluição, …

À noite, um vinho para comemorar a ótima viagem feita.

35º dia – 24/03: Mendoza/ARG até Santa Fé/ARG

O planejamento diria Córdoba, mas achamos melhor andar um pouco mais e parar em Santa Fé. Última parada na Argentina.

Tempo bom, temperatura em torno de 26 graus e nada de imprevistos.

Na estrada, podemos perceber a proximidade com o Brasil: vários caminhões brasileiros.

Santa Fé: outra cidade grande.

36º dia – 25/03: Santa Fé/ARG até Passo Fundo/RS

Saímos de Santa Fé, capital de Santa Fé e pegamos a ponte que vai até Paraná (capital de Entre Rios). Entre uma cidade e outra passamos 3 vezes sobre o rio Paraná. São 2 pontes normais e a última passagem sobre o rio, na verdade é sob o rio. É um túnel por baixo do rio. Interessante!

Depois a estrada segue boa até um trecho na Ruta 119, onde passamos por cerca de 20 km de asfalto precário.

Entrada na Ruta 14 e optamos por entrar no Brasil por São Borja e não por Uruguaiana. Então, seguimos até Santo Tomé (Argentina) e atravessamos a fronteira pra São Borja sem grandes problemas às 15:30. Aqui existe um pedágio na fronteira, inexistente quando se entra por Uruguaiana.

Novamente em Passo Fundo no fim do dia.

37º dia – 26/03: Passo Fundo/RS até Rio de Janeiro/RJ

Penúltimo dia… pelo menos isso era o previsto. Saímos de Passo Fundo às 9 da manhã com previsão para parar em alguma cidade do estado de São Paulo. Porém, pensando no possível trânsito da marginal tietê e chegada ao Rio no fim do dia, resolvemos esticar a perna até o Rio de Janeiro e chegamos às 5 da manhã do dia 27/03/2012, finalizando esta jornada com 15.848 km percorridos nestes 37 dias.

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46 respostas a Roteiro 3 – fev/12 – Relatório de Viagem

  1. Yoshiyuki Shimotsu diz:

    Parabens ao casal corajoso e aventureiros que fizeram essa viajem. Eu conheço bem a Argentina e o Chile, mas somente as cidades grandes e as viagens foram feitos de avião. No inicio de 2014 pretendo realizar minha grande aventura de viajar de motocicleta, desde S.P. Santa Fe, cordoba, Mendoza, Santiago, Osorno, Bariloche, Bahia Blanca, Buenos Aires e S.P. Aceito qualquer sujestão.

    • Agradecemos o comentário. Esse seu plano de viagem em 2014 é muito bom. Se tiver um pouco mais de tempo, vale a pena descer até El Calafate, Torres Del Paine e até Ushuaia. É uma experiência maravilhosa. Estamos a disposição para sanar dúvidas e dar sugestões para que sua viagem seja perfeita como foi a nossa! Uma dica inicial é: leia muitos blogs. Cada um traz uma dica a mais e, com isso, minimiza as chances das coisas darem errado e maximiza o principal: aproveitar o máximo possível a viagem.

  2. Parabéns, Oswaldo e Fabiana.
    Belo relato, de uma bela viagem.
    Tínhamos um projeto de viagem com roteiro idêntico ao que fizeram, mas em sentido contrário.
    Depois de várias pesquisas e opiniões, decidimos reduzir nosso trajeto, em função do tempo e $$$ reduzidos – se puderem e quiserem opinar sobre nosso roteiro, visitem nosso blog: http://www.nosvamosdecarro.blogspot.com.br/2012/04/rota-andespatagonia-2012.html
    Voltando a viagem de vocês, ficamos maravilhados com as fotos.
    Parabéns e um Grande Abraço
    Valério e Tetê
    Floripa/SC

    • Olá pessoal,

      excelente escolha. Essa viagem é espetacular. Cada momento vale a pena ser curtido e aproveitado. Enviamos um e-mail a vocês com nossos comentários a respeito da viagem de vocês. Estamos aqui para trocar idéias.

      Façam uma boa viagem e compartilhem com todo na web suas experiências.

      Grande abraço.

  3. Raquel diz:

    Grande inspiração!

  4. Marco Túlio diz:

    Olá, gostaria de dizer uma coisa: PARABÉNS!!! A viagem eu diria que foi explêndida e não preciso me delongar em mais elogios, mas é importante frisar o quão bem escrito, organizado e bem disposto foi o site de vocês! Diferente de qualquer outro, vocês trazem uma maneira bem diferente de relatar as viagens de vocês. Pelo site, repito, PARABÉNS!!.

    Faremos daqui a 3 anos a seguinte aventura:

    Somos um grupo de três casais e minha filha que na ocasião vai estar com seis anos.
    Trajeto: Belo Horizonte a Torres Del Paine
    Vamos fazer em 2 carros, ainda estamos decidindo o melhor trajeto, a aventura terá que ser moderada em termos de estrada, pois estou levando minha filhotinha! Então, vamos evitar o máximo de rípio possível!
    Sem querer incomodar muito, peço permissão para vez ou outra pedir ajuda ok?

    Grande abraço!

    Marco Túlio e Luciana

    • Olá Marco Túlio e Luciana,

      com certeza pode nos mandar e-mails para decarronaestrada@gmail.com que teremos o maior prazer em respondê-los. Quando preparamos nossa viagem, também trocamos muitas informações com outros viajantes. Essa troca de informação é fundamental para um bom planejamento e obtenção de boas dicas.

      Grande abraço.

  5. Marco Túlio diz:

    Já ia esquecendo, porque o nome Blacktona?? Rsrsrsr

    • Bom, resumidamente é o seguinte: o primeiro carro que tivemos era verde e tinha o apelido de Azeitona (um renault clio). Depois trocamos por um outro Clio (verde mais escuro e mais novo). Ou seja, é como se ele tivesse evoluído (e o desenho Pokemon tinha esse lance de evolução dos bichos). Daí a mistura de POKE de Pokemon e TONA de Azeitona. Então o novo clio virou Poketona. Depois dele veio nosso carro atual que é preto. Então o sufixo continuou (TONA) e por ser preto juntou o prefixo BLACK. Daí veio o Blacktona.

  6. Raquel diz:

    Pretendo fazer uma viagem para Argentina no fim do ano. Estamos pensando em ir de avião até Buenos Aires e lá alugarmos um carro para conhecer melhor as cidades. Temos 12 dias, qual o roteiro que vocês recomendam?

    Essa inspiração veio depois que vi o blog de vcs!!!!

    • Bom dia Raquel.

      Que bom que o site está atingindo o objetivo: de estimular novas viagens e dar novas ideias para as pessoas aproveitarem melhor suas viagens.

      Bom, como o carro será alugado, não seria interessante sair da Argentina, pois os trâmites de fronteira são complicados quando o carro não está no nome da pessoa. Com 12 dias de viagem, considerando que você vai conhecer durante 2 ou 3 dias Buenos Aires (pelo menos), sobrariam 9 dias para rodar de carro. Dessa forma seria pouco tempo para aproveitar alguma coisa de carro. Nossa sugestão, nesse caso, seria conhecer a capital da Argentina e pegar o buquebus para o Uruguai e conhecer Montevidéu e Colonia del Sacramento. Uma opção também seria conhecer o litoral argentino se for alugar o carro realmente e ir até Bahia Blanca ou esticar até Puerto Madryn e conhecer a Península Valdez.

  7. Raquel diz:

    Ah, quanto custa em média uma viagem dessa?

    • Olá Raquel,

      Em relação a custos de viagem, costumo dizer que tem três gastos básicos: alimentação, hospedagem e deslocamento. Tanto alimentação quanto hospedagem vai do gosto e bolso da pessoa. É possível levar uma barraca e ir acampando (gastaria muito pouco). Por outro lado, se ficar hospedado em resorts e hotéis caros, vai gastar bastante. Alimentação pensamos da mesma forma. É possível comprar alimentos no supermercado e gastar bem pouco ou então ir a restaurantes caríssimos e gastar uma fortuna. O único ponto que não tem jeito é o deslocamento (até tem se for pensar que muitas pessoas pegam carona em diversos trechos. Mas não vamos entrar nesse mérito). Em relação aos gastos com gasolina, nesse caso, está no link números da viagem, no link: https://decarronaestrada.wordpress.com/roteiro-3-fev12-numeros-da-viagem/

  8. Wellington Nogueira diz:

    Fiz em Fevereiro/Março de 2013, viagem de Arraial do Cabo RJ até Viña Del Mar, mas entrando na Argentina por Foz do Iguaçu. Passei por Posadas, Santo Tomé, Rio Cuarto, Santa Fé e Mendoza, cruzando a Cordilheira para o Chile. O que notei é que voces deixaram de mencionar que a lei argentina determina o uso de farol baixo em qualquer rodovia argentina. Fomos parados, logo na primeira barreira policial, por estar com o farol desligado.

  9. Wellington Nogueira diz:

    Quero também parabeniza-los por tão interessante viagem. Tenho programado fazer essa viagem de Arraial do Cabo RJ., até Ushuaia, no mes de fev/março de 2014 e a experiência de voces de viagem, abriu-me um leque de opções quando tal viagem efetuar. Fiz a viagem até Vina Del Mar de Ranger cabine dupla e duas pessoas me acompanharam nessa aventura. Realmente, muitas vezes ficamos apreensivos por não encontrar postos de combustíveis e as retas das estradas parecem não acabar. Nunca havia visto retas de estradas com mais de 50 Km. Até Mendoza encontrei estradas boas, outras razoáveis e também, muitas estradas em péssimas condições. Estradas com corcovas nas pistas, devido ao tráfego de muitos caminhões. Adoramos as frutas e uvas adocicadas e enormes de Vina Del Mar e imediações.

    • Olá Wellington,
      obrigado por visitar nosso blog. Realmente uma viagem dessas é indescritível. Você, tendo ido a Vina del Mar, sabe do que estamos falando.
      Faça seu planejamento e realize o sonho de ir até Ushuaia.

      Vale cada minuto!

      Grande abraço.

  10. Joao diz:

    Pá,rabéns pela excelente forma de descrever sua viagem. Estarei indo em dezembro de 2013 e estou pensando em fazer o mesmo roteiro, contudo fiquei preocupado com o trecho com pouca gasolina. Minha pickup é a gasolina e consome cerca de 7 km/l. É permitido trafegar com gasolina na Argentina?

    • Olá João!

      Obrigado por visitar nosso blog.

      Olha, sinceramente não sei afirmar se é possível andar com gasolina em Buenos Aires, por exemplo. Porém, nos trechos onde os postos de gasolina são escassos, certamente não haverá problema.

      Em nossa experiência, nenhuma das vezes que fomos parados pela polícia, eles sequer perguntaram sobre o galão (se estava cheio ou vazio), nem verificaram. O galão estava sempre visível na mala. Na maior parte da viagem estava vazio, mas andamos com o galão cheio de Perito Moreno até Bariloche, depois cruzamos pro Chile, voltamos à Argentina por Mendoza e só fomos esvaziá-lo nas proximidades de Santa Fé.

      Certamente é quase que fundamental ter um galão com combustível reserva em determinados lugares da Argentina.

      Grande abraço e uma ótima viagem!

  11. Marcelo diz:

    Muito Bom seu roteiro , e´o mesmo que eu minha esposa queremos fazer em 2013 Floripa Arg. Ch.

  12. Marco e Luciana Capila diz:

    Olá! Parabéns pela experiência a ser levada pela vida toda. Estamos esperando apenas minha filha completa 5 anos (hoje tem 3) e vamos fazer de Belo Horizonte à Torres Del Paine no Chile, e com certeza o site de vocês nos ajuda e inspira nos preparativos! Abraço!

    • E esses comentários nos inspira a continuar compartilhando nossas experiências!

      Grande abraço e que sua filha complete logo 5 anos pra poderem curtir essa viagem que certamente será maravilhosa.

  13. Adalberto diz:

    Ola!
    Muito legal essa viagem de voces! Espero em breve poder faze-la tambem!
    Descobriram o motivo das pessoas ficarem olhando para o carro de voces?
    Deve ser por causa do nome “Pajero” escrito atras, que nos paises vizinhos e a forma popular de chamar a pessoa que se masturba ou em portugues claro, punheteiro, hahahahaha.

  14. Robson diz:

    Olá, parabéns pela viagem incrível, em Jan/14 farei com meu irmão que uma viagem que pretendemos chegar até a terra do fogo, mas temos 22 dias disponíveis. Pretendemos voltar por Bariloche. Vocês acham viável? Quais as dicas? Como é a hospedagem nesse caminho?

    • Olá, em 22 dias pode ser feita essa viagem sim, mas fica um pouco apertada dependendo do que pretende fazer.

      A dica é: com planejamento tudo é possível e certamente será uma ótima viagem.

      Quanto a hospedagem, algumas cidades tem hotéis bem simples outras possui algo mais confortável. Mas numa viagem dessas, o luxo não pode ser algo que se queira…

      Se quiserem mais detalhes, mande-nos um e-mail que trocamos maiores informações.

      Grande abraço

  15. Luciana diz:

    Oi… Muito bacana a viagem de vcs… Estou indo pra Córdoba e depois Mendoza. Mas depois que vi o relato de vcs quero MUITO visitar o Aconcagua… Dá pra ir tranquilamente de carro? Tem algum hotel bacana pra indicar?
    Abraços

    Luciana

    • O mirante do Aconcágua fica na estrada que liga Mendoza ao Chile. Depois da aduana argentina, segue pela estrada, subindo a cordilheira, e do lado direito tem uma placa que indica o início da trilha. São 10 minutos até o mirante. Muito bonito! A estrada é toda asfaltada.

      O hotel mais perto do mirante do aconcágua fica em Uspallata. É uma cidade simples com pousadas simples. Veja na dica ‘hospedagem’ no nosso blog.

      Se quiser um pouco mais de luxo, fique em Mendoza, onde há mais opções de acomodação.

  16. Renato Sperrhake. diz:

    Muito legal o relato de vocês. Vou fazer esta viagem no inicio de outubro de 2014 e gostaria. de um esclarecimento de vocês. O trecho de El Chalten até Perito Moreno e de Perito Moreno até Bariloche é totalmente de ripio? Muito deserto? Esclarecendo: vou fazer esta trip sozinho. Somente eu e minha Ecosport, que também é blacktona. Um abraço.

    • Quando fomos em 2012 estava 95% de rípio, mas estavam começando a asfaltar e era bem deserto sim. E o principal: nesse trecho é bom levar galão de gasolina. Existem pouquíssimos postos. Em Gobernador Gregores há um posto, depois só em Perito Moreno. É bom levar um galão de 20 litros pelo menos, dependendo do consumo do seu carro.

      Boa viagem e aproveite! É uma experiência maravilhosa !!!

  17. Olá! Parabéns pela viagem, adorei o relato! Pretendemos fazer a Patagônia em outrubro deste ano, e com certeza, estas informações serão muito úteis. Em 2014 realizamos uma viagem de carro pelo Chile e Deserto do Atacama, se tiver interesse em dar uma olhada: http://www.viajandocomjuliana.blogspot.com.br/

  18. Teresa Marlene Bueno diz:

    Fico horas lendo esses relatos de viagem.Adoramos viajar de carro.somos do interior de Sao Paulo.Temos mais de 60 anos. Ja viajamos pelo Chile e Argentina de carro 4 vezes.Ano passado em setembro fizemos Norte da Argentina(maravilhoso) deserto do Atacama e subimos ate o Peru — Puno—Cusco–Machu Pichu.Foram 32 dias de muita emocao.Adorei seu relato sobre a viagem ate Ushuaia que estamos planejando fazer em outubro agora.Esta sendo muito importante suas dicas.Pena que nao nos arriscamos mais a fazer trilhas um pouco mais exigentes como voces que sao jovens.Parabens mais uma vez. TERI

  19. Ola deixa te perguntar, consigo fazer esse caminho com um carro baixo? astra ou fusion?

    Obrigado

  20. José André diz:

    Parabéns, é meu senoho realizar esse trajetória…..vocês poderiam colocar alguma coisa em relação a gastos??? Preciso me programar pois somos 4 e devo ter um gasto grande…..valeu

  21. Olá! Simplesmente muito bem descrita a viagem de vocês! Um dos melhores que li até agora e olha que foram muitos! Eu e meu marido temos a vontade de fazer essa viagem e agora decidimos que vamos passar da vontade para a execução. Vamos em março de 2017, temos em torno de 9 meses para planejar. É tempo suficiente?
    O carro precisa ser 4×4 pra encarar a estrada de ripio? Ou uma duster da conta do recado?
    Pretendemos sair de Curitiba em direção ao Ushuaia e depois subir até Villarica. É possível fazer em 30 dias?

    Muito obrigada =)

    • Olá, obrigado pela visita em nosso blog! Que bom que gostaram que estamos conseguindo atingir nosso objetivo que é justamente compartilhar informações e ajudar outras pessoas a realizarem esse tipo de viagem.

      9 meses é um bom tempo pra se planejar. Comecem logo, pois o quanto antes decidirem o percurso melhor.

      O Duster certamente aguentará o tranco! Não é necessário ter carro 4×4 nessa época do ano.

      Em relação à duração da viagem, depende do que forem fazer: vão fazer trilhas? O que exatamente gostam de visitar? Vão subir o vulcão Villarica? Isso influencia no total de dias .

      Mande-nos um email para trocarmos informações: decarronaestrada@gmail.com

      Grande abraço

  22. Parabéns pela viagem e pelo relato!
    Pretendo ir até Ushuaia em Janeiro de 2018, só que saindo de carro desde Natal/RN e o seu relato será de grande valia e inspiração.
    Deixo aqui o endereço de minha primeira viagem pela América do Sul, para ajudar aqueles que desejam fazer viagem semelhante: http://www.expedicaonatalandes.blogspot.com

  23. Paulo de tarso diz:

    Ola
    Parabens pela coragem e atitude
    Eu e minha esposa estamos pensando em sair do triangulo mineiro ate bariloche no dia 15-08-16, gostamos muito de viajar, e e um sonho essa viagen, porem temos uma mosinha de 4 anos, e estamos com receio de ir com ela, como e a seguranca , pessoal e receptivo? Qualoconselho de vcs? Abraco

    • Olá, obrigado pela visita no blog!

      Se planejar as coisas bem detalhadamente, o risco de acontecer algum imprevisto é bem reduzido. Não tivemos nenhum problema com segurança, pessoal, policiais corruptos ou má recepção. Pelo contrário… nossa experiência foi maravilhosa, inclusive o tempo nos ajudou.

      Novamente, minimize o risco fazendo um bom planejamento! Coragem e bote o carro na estrada!!

  24. Marcílio LAraujo/Rio diz:

    Olá, casal corajoso! Adorei o blog De Carro na Estrada. Porque é isso mesmo que muita gente gosta de fazer: botar o pé-de-borracha na estrada. Também estou me programando para, em 2018 fazer esse roteiro. Antes, em 2017, vou fazer fazer alguns roteiros internos menores para pegar experiência e confiança. E o sonho inclui a preparação especial de uma Elba 1.6, para realizar essa empreitada. O aprendizado com este blog é grande, devido à riqueza de detalhes e dicas: a do “nafta super” e a da mão no para-brisa, na estrada de rípio, são ótimas.

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