Roteiro 2 – ago/10 – Relatório de Viagem – Página 3

De carro na estrada pelo Rio Grande do Sul e Uruguai – Agosto de 2010

12º dia – 26/08: Montevideu/URU até Punta Del Este/URU

Saímos de Montevidéu às 10:10 com 3.393km rodados até o momento. Nosso destino era Punta Del Este. Indo pela Ruta Interbalneárea, após 34 km, encontramos mais um pedágio de 50 pesos uruguaios. Mais 44 km e o segundo pedágio, já na ruta 1, também de 50 pesos uruguaios. A primeira parada foi em Piriápolis, região próxima a Punta, com belas praias.

Conseguimos achar o caminho para o morro local. O visual lá em cima é muito bonito.

Existe um teleférico que vai da praia até o cume. Mas não fomos de teleférico. Fomos de poketona mesmo. Após uns 20 minutos, seguimos pelo litoral e paramos mais uma vez em Punta Colorada.

Tivemos que ficar pouco tempo, pois a neblina já veio nos recepcionar. Mas foi tempo suficiente pra Oswaldo molhar o tênis após um deslize na pedra molhada. Aí, já com um pé molhado, resolveu tirar o tênis e colocar os pés no rio de la plata (a essa altura, a água do rio já bem misturada com o mar del plata e não tão turva quanto em Montevideu).

Mais um pouco, chegamos em Punta Ballena, onde tem a Casa Pueblo, de Carlos Paez Villaró. Uma casa (que tem um museu e também é hotel) muito bonita, construída a mão.

Enfim, após 157 km, às 15:40 chegamos em Punta. Almoçamos, fomos ao hotel e passamos o resto da noite no Cassino Conrad, localizado a 89 metros e meio de onde nos hospedamos.

O cassino foi uma novidade pra nós! Perdemos 1 dólar cada um logo na primeira máquina, pois não sabíamos jogar. Aí descobrimos as máquinas caça níqueis de 1 centavo. Ficamos jogando direto nelas. Depois de um bom tempo segurando a sede, pois achávamos que as bebidas eram bem caras, resolvemos pedir uma água e foi então que descobrimos que as bebidas eram gratuitas. Após 5 horas no cassino, perdemos 5 dólares no total, jogando. Um bom custo benefício. Afinal , 1 dólar de diversão pra 2 pessoas por hora… tá mais do que bom!

13º dia – 27/08: Punta Del Este/URU

Neste dia, reservado para curtir Punta Del Este, o sol fez seu papel e apareceu para nos saudar. Fomos conhecer as praias, o porto e a famosa mão: uma escultura feita nas areias de Playa Brava.

Em seguida, fizemos um passeio de barco até a Isla de los Lobos, que fica a 8km da costa. A ilha é um reduto desses lobos marinhos (leões marinhos) e é uma área de preservação ambiental.

Cabe ressaltar que a caça é proibida há mais de 10 anos. É um passeio de aproximadamente 2 horas que vale a pena ser feito. Depois do passeio, mais uma volta pela cidade, que é uma das duas cidades que fazem o limite externo do Rio de la Plata. O limite exterior desse rio está determinado pela linha imaginária que une Punta del Este (República Oriental do Uruguai) com Punta Rasa no extremo norte do Cabo San Antonio (República Argentina). Há uma mistura entre a água turva do rio e a água azul do oceano: em Colônia a água é totalmente turva, em Montevidéu, a mistura é maior, mas ainda há uma predominância da água turva. E a medida que vamos nos afastando da capital, em direção ao Brasil, a água vai ficando mais azul, pois há uma maior concentração da água do mar. Às 14:30 adivinhem quem chegou? A neblina. Tomou conta de tudo novamente. Sem mais nada de visual pra poder ver, fomos almoçar e retornamos ao cassino. Ficamos mais umas 4 ou 5 horas e gastamos mais um pouquinho, sempre nas máquinas de 1 ou 10 centavos. Ficamos impressionados, numa das mesas de roleta, um cara que após perder algum dinheiro, tirou do bolso dez notas de 100 dólares e comprou em fichas. Parecia que ele estava tirando 10 notas de um real para brincar. Sem contar na mesa de Black Jack, onde o cara conseguiu perder 200 dólares em 2 minutos.

14º dia – 28/08: Punta Del Este/URU até Chuí/RS

Dia de voltar ao Brasil. Eram cerca de 250 km ate o Chui-RS. Saímos por volta das 10 horas e passamos por La Barra, onde vimos uma ponte curiosa: a famosa ponte ondulada.

Seguimos pelo litoral. Passamos por Jose Ignacio e depois La Paloma. Nesse trecho, na ruta 9, o último pedágio de 50 pesos uruguaios, no km 177, na divisa entre Maldonado e Rocha. Paramos em La Paloma, no departamento de Rocha, onde havia um farol e uma bela praia com alguma neblina. A praia tinha algumas pedras e um cachorro, que parecia ser o dono da praia.

Quando tentávamos nos aproximar do mar, ele dava a volta na gente parecendo não deixar a gente se aproximar da água. Em um momento chegou a latir. Só nos deixou um pouco em paz quando chegou outras pessoas para visitar o local. Ai fomos numas pedras onde havia um belo visual. Oswaldo subiu numa pedra e ficou admirando o local. Até que o outro cara que estava ali por perto aponta para frente. Quando olha, Oswaldo vê três leões marinhos dormindo! Que susto! Os leões marinhos eram grandes e como estavam deitados, pareciam pedras.

Mas eles estavam tão sonolentos que apenas um deles levantou a cabeça e voltou a dormir. Seguimos até Cabo Polônio, mas a essa altura a neblina já tomava conta de tudo. E além do mais, o jipe que fazia o passeio para Cabo Polônio saia às 15:30 e retornava às 18 hrs. Não dava pra fazer. Assim, seguimos viagem até a fronteira. Fomos até o Arroio Chuí, ponto mais meridional do Brasil. Aqui, até o poketona resolveu molhar os pés, digo, as rodas, no mar.

Depois fomos almoçar/lanchar/jantar na avenida principal da cidade. São duas avenidas de mão dupla, lado a lado. Uma avenida é Uruguai, na cidade de Chuy, no departamento de Rocha. Do outro lado, Chuí, no estado do Rio Grande do Sul, é Brasil. E não percam as contas: 3.872 km rodados.

15º dia – 29/08: Chuí/RS até Porto Alegre/RS

Após uma noite no Chuí, partimos às 9:30 rumo a capital gaúcha. Passamos na aduana brasileira sem problemas também. E pegamos a BR-471 que nos levaria até Pelotas. Uma paradinha para bater uma foto na placa que falava da Rota Extremo Sul. Foram 3 horas de um visual muito bonito. Porém, num trecho de preservação ambiental de 15km, onde a velocidade máxima é de 60 km/h, vimos varios carros nos ultrapassarem. Esse trecho, era a Estação Ecológica do Taim, onde vimos vários animaizinhos mortos que foram atropelados a beira da estrada. Capivaras, cachorros do mato e guaxains. Apesar do excesso de avisos e placas, a maioria dos motoristas não respeitam, andam acima da velocidade permitida (60 km/h) e acabam atropelando animais indefesos. Às 13:15 passávamos pelos arredores de Pelotas, após um pedágio (R$ 7,20) no km 52 da BR-392. Outro pedágio de mesmo valor para sair de Pelotas no km 511 da BR-116 e outros dois (km 431 – R$ 7,20 e km 303 – R$ 6,00) e às 16:30 chegávamos a Porto Alegre, com 4.416 km rodados, incluindo estradas e deslocamentos dentro das cidades.

16º dia – 30/08: Porto Alegre/RS

Para o dia na capital gaúcha, fomos conhecer, logo cedo, o estádio gigante da Beira-Rio, pertencente ao Internacional.

O estádio tem esse nome devido à sua localização, à beira do rio Guaíba. E o clube tem esse nome, pois, na sua fundação, tinha por escopo identificar um clube em que “todos” poderiam jogar, independentemente de origem, raça ou status social. Deixamos o poketona no estacionamento do clube e fomos até a bilheteria do Gigantinho (ginásio) para pagar a visita, que havia sido reservada antecipadamente. O valor foi de R$ 15,00. O estádio é muito bonito e pudemos entrar no gramado, com um guia muito atencioso. Fotos ao lado das taças libertadores e do mundial de 2006. No final, vimos o treinamento do time e caras conhecidas como o Celso Roth, Tinga, Rafael Sóbis e Guiñazu. Em seguida, uma passada no Olímpico, estádio do Grêmio. Neste, não pudemos entrar no campo.

Visitamos o museu e fomos até a arquibancada ver o campo. Depois fomos dar uma volta na cidade. Passeamos no calçadão de Ipanema, uma praia à beira do rio Guaíba. Nem se compara, claro, ao calçadão da praia de Ipanema do Rio de Janeiro.

Demos mais uma volta na cidade de carro. Paramos no parque Farroupilha. Mas a cidade não tem muito o que ver. Demos uma volta no Mercado Público, no centro, onde tem vários barzinhos e algumas lojas que vendem bugingangas. À noite fomos saborear o tradicional churrasco gaúcho. Contagem regressiva para Cambará do Sul, onde os grandes atrativos são os cânions do Itaimbezinho.

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