Poconé – fev/13

Onde vocês vão passar o carnaval neste ano (2013)? Aonde? No Pantanal? Vocês são malucos?

Pois bem… nós passamos o carnaval de 2013 no Pantanal Norte, no Mato Grosso. Meio diferente, né? Mas foi muito bom. Bem diferente mesmo!

Saímos do Rio de Janeiro, aeroporto Santos Dumont, às 20:37 de quinta-feira, dia 07/02. Fizemos o check in, despachamos uma mochila e levamos a outra mochila como bagagem de mão. Mas logo depois fomos barrados, pois detectaram algo que não podia ser levado na bagagem de mão: o tripé da máquina. Resultado, tivemos que despachar a outra mochila também.

Com conexão em Brasília e o fuso de 1 hora, chegamos por volta de 00:30 de sexta-feira no aeroporto de Cuiabá. Fizemos um lanche e dormimos/perambulamos no próprio aeroporto até de manhã.

Às 05:40 fomos para a rodoviária de Varzea Grande (o aeroporto na realidade fica em Varzea Grande e não em Cuiabá) e pegamos o ônibus da TUT (empresa de ônibus) que nos levaria até a cidade de Poconé.

Os horários saindo de Cuiabá são 06:00, 09:00, 12:00, 15:00, 17:00 e 19:00. O mesmo ônibus passa em Varzea Grande 30 minutos depois.

Após um certo atraso, pegamos o ônibus e após uma hora e meia de viagem, chegamos na rodoviária de Poconé, onde o pessoal da fazenda que reservamos combinou de nos pegar.

A cidadezinha de Poconé é bem pequena, sem nenhum atrativo. É apenas a entrada para o Pantanal Norte.

O Pantanal é uma região com duas estações distintas: uma época bem seca e outra época cheia. A época da seca é mais fácil de avistar os animais, pois concentram-se nos poucos lugares com água, porém com uma vegetação mais pobre em relação a época cheia, que por outro lado, os animais se espalham pelas águas da região e existe um clima maior de exploração.

Os rios Cuiabá e Paraguai são os encarregados de alagar a região todo final/início de ano até os meses de março/abril, quando começa a secar.

No caminho para a fazenda, encontramos uma menina da Alemanha, que reside em Buenos Aires e que estava há 2 meses, sozinha, perambulando pelo Brasil, conhecendo vários lugares bem legais. Um estilo de viagem muito bacana e bem comum entre os europeus!

Passamos pelo portal da Transpantaneira e chegamos na pousada com alguma chuva, almoçamos e fomos descansar devido ao cansaço de não ter dormido direito na última noite.

A fazenda, simples, possuia dois mirantes de onde ficávamos admirando o espetáculo da natureza.

Após um curto descanso ficamos observando a fauna da própria fazenda, onde avistamos diversas aves (com destaque para o tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal), porcos, araras, cavalos, vacas e os temidos jacarés. Com a chuva, o final da sexta-feira foi bem fraco em relação a visibilidade de bichos da região.

No sábado, ainda com chuva, fizemos uma trilha com o objetivo de avistar alguns animais. Vimos apenas os porcos selvagens e búfalos, pois a chuva faz com que os animais fiquem escondidos.

Quando terminamos a trilha, a chuva diminuiu e fomos até o portal da Transpantaneira (estrada de terra de 130 km que corta o Pantanal) de Poconé até Porto Jofre.

Lá avistamos o primeiro jacaré fora da água: o Zico. Logo depois, conversando com o Guarda Florestal (Seu Miranda), descobrimos que o Zico era manso e até pegamos em seu rabo, com a observação e ordens do seu Miranda, claro!

No fim do dia, fizemos uma focagem noturna, mas não vimos muita coisa também devido ao tempo.

Até aqui estávamos sozinhos na fazenda, quando, então, chegou uma família de Lucas do Rio Verde e depois um pessoal de Cuiabá e São Paulo.

No domingo, o tempo firmou de vez. Aí sim a coisa melhorou bastante: andamos um bom tempo de canoa (onde na época seca tudo é verde) e mais de 15 km de bicicleta. Nesses passeios observamos periquitos, araras, tuiuiu, jacarés, quatis, diversos tipos de aves como o Martim Pescador, o Cafezinho, o Socozinho, entre outros. Realmente a diversidade da fauna do Pantanal é incrível. Vale ressaltar também muitos mosquitos e sapos pulando a noite inteira.

Na segunda-feira, com o tempo ainda firme, acordamos bem cedo e fomos ver o Marino (“o cara” da fazenda) tirar leite da vaca. Depois, andamos de cavalo, bicicleta novamente e um passeio de carro pela Transpantaneira. Passamos em uma pousada abandonada, onde o clima de filme de terror tomava conta do local. Sinistro, muito sinistro! Ao logo do dia, avistamos mais jacarés, lobinhos, capivaras, carneiros, corujas, búfalo, anta e presenciamos até um jacaré comendo um mussum no meio da estrada. Sem palavras!

Na terça-feira, na companhia de um casal da França e do Marino (guia nota 1000 da fazenda), andamos novamente a cavalo e fizemos uma trilha, onde passamos perto de um ninho de jacaré, de onde a jacaré-mãe não tirava os olhos.

Passados 5 dias fantásticos sem a presença de televisão ou computador e sem a agitação da cidade grande, chegou a quarta-feira de cinzas e o dia do regresso. Voltamos novamente ao aeroporto de Cuiabá (na verdade em Varzea Grande) e às 11:43 pegamos o vôo para o Rio de Janeiro, com conexão em Brasília. Às 17:30 estávamos novamente em nossa cidade de residência e percebemos que o Rio de Janeiro continua lindo…

Dicas desta viagem:

1 – Andar pela Transpantaneira ao entardecer pegando o final da tarde (ainda claro) e o início da noite (já escuro);
2 – Conhecer o seu Miranda, guarda-florestal que fica no portal da Transpantaneira, e pegar no rabo do Zico (jacaré mascote da região);
3 – Explorar bem a região com o objetivo de visualizar os animais nos locais onde vivem;
4 – Andar a cavalo: uma das formas mais divertidas de explorar a região;
5 – Disposição para aproveitar cada momento mágico da região;
6 – Escolha bem o objetivo: época seca (julho até novembro) possui uma flora mais pobre e maior concentração de animais onde existe água; época das cheias (janeiro/abril) possui uma flora mais rica e os animais mais espalhados pela região.
7 – Se desconecte do mundo: deixe TV, computador, celular e demais acessórios eletrônicos pra trás por alguns dias. Menos a máquina fotográfica para registrar todos os momentos, claro!

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6 respostas a Poconé – fev/13

  1. Pingback: Você já foi ao PANTANAL? | De carro na estrada!

  2. Andrea Gomes diz:

    Liiiiindas fotos e viagem unica, muito enriquecedora! Beijos

  3. Flávia diz:

    Olá Galera! Eu e meu namorado que é fotógrafo estamos querendo ir pro Pantanal em Janeiro, só queríamos confirmas com vocês se o ônibus da TUT vai até Poconé e depois como fazemos pra chegar até a Transpantaneira, porque queremos pegar alguma pousada por lá! Se puderem nos ajudar, ficamos gratos!

    • Olá Flávia. O ônibus da TUT para Poconé pode ser pego na rodoviária de Cuiabá ou na rodoviária de Varzea Grande (esta última fica mais próxima do aeroporto). Tem vários horários como descrito no início da página.

      O início da Transpantaneira fica próximo ao centro de Poconé, porém as pousadas ficam ao longo da estrada. Não existe ônibus pra chegar na Transpantaneira. Vocês podem pegar um taxi pra levarem vocês lá, mas acredito que deve ser meio salgado o preço. Nossa sugestão é que vcs reservem a pousada antes e combinem com a pousada como irão de Poconé até a pousada.

      No nosso caso, o dono da pousada foi nos buscar na rodoviária em carro particular.

      Boa viagem! O Pantanal é maravilhoso!

      • Flávia diz:

        Olha eu aqui de novo rs

        Primeiramente obrigada por responderem!
        Se não for muito incômodo, tem como vocês indicarem pra gente a pousada que vocês ficaram? Se vocês também tiverem outras pra indicar e puderem assim fazer, ficaremos muito gratos! Podem mandar por e-mail mesmo, o que me cadastrei aqui se assim preferirem!

        Desde já agradeço a atenção!

      • Olá Flavia,

        nós ficamos na pousada Portal Paraíso (www.portalparaiso.com.br).

        É possível combinar com o dono (Guilherme), deles buscarem vcs na rodoviária de Poconé. A pousada fica bem perto da placa indicando a rodovia transpantaneira. As bicicletas podem ser utilizadas sem taxa extra. Cavalgada e passeios de barco e carro são cobrados a parte.

        Qualquer outra dúvida, estamos a disposição.

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