Viagem para Panama e viagem para Costa Rica- dez/16

Em dezembro de 2016, pegamos o avião para a cidade do Panamá e fomos conhecer um pouquinho da América Central: Panamá e Costa Rica.

Descemos no aeroporto da cidade do Panamá e constatamos que o melhor transporte (e seguro!) para ir até o centro é de Taxi ou Uber (que gira em torno de 30 dolares, se for para algum lugar próximo a Marbella ou Punta Paitilla).

Pegamos um taxi que nos deixou no hotel e fomos passear e jantar no Multicentro Paitilla.

No dia seguinte fomos visitar o Canal do Panamá, canal artificial de navios com aproximadamente 77 km de extensão, que liga o oceano Atlântico (através do mar do Caribe) ao oceano Pacífico. O canal atravessa o istmo do Panamá e é uma travessia chave para o comércio marítimo internacional.

Inicialmente a França começou a construir o canal, mas logo desistiu, depois de diversas doenças tropicais atacarem seus operários. Com isso, os EUA tomaram conta e deram continuidade à construção, que ficou pronta em 1914. Diversas obras foram feitas desde então. Após um período de administração conjunta entre Estados Unidos e Panamá, o canal foi assumido pelo governo panamenho em 1999.

Saindo do hotel, fomos passeando pela orla Cinta Costera e pegamos o metrô na estação Santo Tomás até a estação final Albrook. Lá, atravessamos a passarela e chegamos ao terminal Albrook e pegamos um ônibus para Miraflores (onde fica o local de visitação do Canal do Panamá). Não tem erro, é o ponto final deste ônibus.

O Canal do Panamá é grandioso e pode-se observar muitos detalhes, no mirador das eclusas. Enquanto não passa navios, pode-se visitar o museu e assistir ao filme de 20 minutos que é oferecido.

Chegamos por volta das 10:30 e ficamos até às 16 horas. Vimos 2 navios passarem. A duração total aproximada de cada navio nessa eclusa é de aproximadamente 1 hora. E pode ter certeza: você não vai querer perder nenhum segundo.

Saímos de lá e fomos para o shopping Albrook. E como havíamos visto na internet, ele realmente é muito grande. Pra quem gosta de compras, passa o dia lá brincando. Mas não tem muitas lojas de eletrônicos. É mais perfume e roupas mesmo.

Voltamos ao hotel de ônibus. Aliás, é super fácil de andar de ônibus no Panamá. Você compra um cartão e recarrega ele pra andar de transporte público. Tem o cartão que serve pro metrô e metrobus e o outro cartão (Rapi>Pass) que serve pro metrô, metrobus e ônibus do terminal. A passagem é bem barata (USS 0,25 para ônibus e USS 0,35 para metrô, em dezembro de 2016). Outra alternativa de transporte são os ônibus coloridos que custam USS 1,00 e só aceitam dinheiro vivo: as busetas.

Depois de um dia inteiro visitando o Canal, partimos, no dia seguinte, para Bocas del Toro, um incrível arquipélago no litoral norte do Panamá, próximo à fronteira com a Costa Rica, do lado do Atlântico. Pegamos um Uber até o aeroporto de Albrook e fomos de Air Panamá para Bocas del Toro. Aproximadamente 1 hora de vôo e chegamos na ilha.

Chegamos na ilha antes do almoço, deixamos nossas coisas no hotel e pegamos uma van até a praia de Boca del Drago, no norte da ilha. Lá curtimos o visual e vimos um bicho preguiça (perezoso, em espanhol) esbanjanto toda sua preguiça.

Em Bocas del Toro ficamos 2 noites e visitamos a Isla Bastimentos e Cayo Zapatilla, locais bem bonitos de se visitar.

A cidade, à noite, é bem movimentada e vimos até um show de malabarismo com fogo. Muito bom!

Depois voamos, com a companhia aérea Nature Air, para San José, capital da Costa Rica. Vôo de aproximadamente 1 hora.

No aeroporto, com tempo bom, alugamos um carro (já reservado aqui no Brasil) e partimos para próximo do vulcão Poás. No meio do caminho, paramos no supermercado e na saída, um temporal desabou. Esperamos a tempestade melhorar e subimos a serra com chuva fina. Ficamos numa pousada com belíssimo visual (Hotel Cabinas Las Fresas): simples, mas com ótimo atendimento e comida.

Acordamos com um arco-íris no céu e às 7 horas já estavamos fechando a conta para subir pro Vulcão Poás.

O vulcão Poás é um estratovulcão situado na região central da Costa Rica. Desde 1828, foram observadas 39 erupções. O vulcão tem 2 crateras principais, no topo. Fica localizado no Parque Nacional Vulcão Poás, distante cerca de 40 km de San José.

O Parque Nacional abre às 8 horas e às 7:30 já estávamos na fila (fomos os primeiros a chegar na entrada do parque).

Estacionamos o carro e fizemos a pequena trilha até o mirador: que visual! O vulcão se deixou admirar por 15 minutos e se escondeu atrás da neblina. Foi o suficiente para vermos sua grandeza e beleza. Pena que muitos turistas não puderam ver o que nós vimos. O estacionamento ainda conta com um café e um museu. Nesse dia havia também uma peça de teatro que falava das tradições locais do vulcão. E a chuva não parou mais…

Com a missão cumprida, saboreamos o queijo palmito e os morangos da região e fomos em direção a outro vulcão: o Arenal.

Ficamos em La Fortuna por 2 noites para admirar o Vulcão Arenal.

O vulcão Arenal tem uma altitude de 1670 metros. Era considerado extinto até que em 29 de julho de 1968, entrou em erupção depois de 400 anos de inatividade. Desde sua última erupção, o vulcão emite de forma constante gases e vapores de água.

Nas primeiras 24 horas não vimos o vulcão, que apesar de estar na frente do hotel, se escondia no meio da neblina. Chuva o dia inteiro e fomos até o PN Volcan Tenorio, onde tem o rio Celeste. Mas diante do mal tempo, fizemos a trilha e não vimos, com toda sua tonalidade, o azul celeste famoso do rio. Mas, de qualquer forma, um belo atrativo. Se você estiver em La Fortuna e quer visitar o Vulcão Tenorio, reserve um dia completo para esse passeio.

No terceiro dia em La Fortuna, finalmente conseguimos ver o vulcão Arenal e, da mesma forma que no último PN, partimos cedinho para a entrada do Parque Nacional. Registramos a foto do vulcão e, num piscar de olhos, o vulcão se foi no meio da neblina. Fizemos a trilha até o caminho da lava e voltamos para seguir viagem, de volta a San José.

Alguns quilômetros e chegamos na capital da Costa Rica, onde ficaríamos por 2 noites também, incluindo a ida até o Vulcão Irazu, ativo, localizado na Cordilheira Central, no interior do parque nacional que leva o seu nome (Parque Nacional Vulcão Irazú), a uns 30km ao norte da cidade de Cartago.

Aproveitamos pra curtir um dia em San José e um dia para visitar o vulcão Irazu e a cidade de Cartago.

Na capital San José, não há muito o que fazer, assim como em Cartago. O Vulcão Irazu nos presenteou com um belo visual, apesar da chuva e neblina no início do dia.

Após curtir um pouco do que os vulcões da Costa Rica tem a nos oferecer, voamos de volta ao Panamá para finalizar a viagem com o belo arquipélago de San Blás, típico do Caribe. É um lugar ainda pouco explorado, que nem mesmo os panamenhos tem muito conhecimento. É uma reserva indígena dos Kuna Yala.

Kuna Yala ou Guna Yala é uma comarca indígena do Panamá com estatuto de província. Possui uma população de 32 mil habitantes (censo 2000).

Dizem que o arquipélago é formado por 365 ilhas, uma para cada dia do ano. Existem as ilhas onde os nativos moram e as ilhas turísticas.

Bom, reservamos um pacote de 2 noites com transporte. Então nos buscaram bem cedo no hotel. Um trajeto de pouco menos de 3 horas até o barco que nos levou até a ilha Franklin. Tudo aparentemente bagunçado, mas na verdade bem organizado.

Ficamos na ilha Franklin, uma ilha pequena, onde é possivel dar a volta ao redor da ilha, andando, em aproximadamente 5 ou 6 minutos. Visitamos a ilha Perro, que também é ótima para passar a noite.

Cabanas simples, longe da agitação, sem sinal de celular, com luz elétrica somente entre 18 e 22 horas e comida super saudável.

Para quem gosta de um conforto extra, não deve ser o local ideal, uma vez que os banheiros são compartidos.

Mas a cor da água, o brilho do sol e a “vibe” do lugar são únicos.

A noite, ainda escutamos histórias dos nativos.

Depois das 2 noites incríveis nesse lugar paradisíaco, onde conhecemos um casal da Alemanha, duas meninas do Peru e um panamenho muito gente fina, voltamos à cidade do Panamá, onde ficaríamos mais 2 noites para terminar de conhecer essa grande cidade.

Para finalizar, alugamos e andamos de bike pelas ilhas Perico, Naos e Flamenco (super recomendado!), visitamos Panama Viejo (parte super velha da cidade: ruínas) e o Casco Viejo (parte antiga da cidade), a noite, para jantar.

Dicas desta viagem:

1 – O canal do Panamá é imperdível e para chegar lá de transporte público é fácil: pegue o metrô até a estação final Albrook; atravesse a passarela até o terminal Albrook; pegue o ônibus para Miraflores e desça no ponto final, que é a estação de visitas do Canal do Panamá;

2 – O sistema coletivo de transporte é muito bom. Tem o cartão que serve pro metrô e metrobus e o outro cartão (Rapi>Pass) que serve pro metrô, metrobus e ônibus do terminal. A passagem é bem barata (USS 0,25 para ônibus e USS 0,35 para metrô, em dezembro de 2016). Outra alternativa de transporte são os ônibus coloridos que custam USS 1,00 e só aceitam dinheiro vivo: as busetas.

3 – Bocas del Toro, ao norte do Panamá, no litoral atlântico possui belas praias, mas não típicas do caribe;

4 – Circuito dos Vulcões na Costa Rica vale a pena conhecer: Vulcão Poás, Vulcão Arenal e Vulcão Irazu. A dica aqui é chegar bem cedo, pois com o tempo instável, eles gostam de se esconder no meio da neblina durante o dia;

5 – Rio Celeste, dentro do PN Volcán Tenorio, é uma dica bem bacana. Sua tonalidade azul é bem diferente.

6 – Arquipélago de San Blás: caribe panamenho. Local paradisíaco pra esquecer do mundo por alguns dias;

7 – Na cidade do Panamá, ainda vale conhecer as ilhas Perico, Naos e Flamenco (uma dica aqui é alugar uma bike) próximo do museu da biodiversidade, em Amador. Além disso, Casco Viejo (a noite para jantar) e Panama Viejo valem a visita também.

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