Itatiaia – jul/10

23 de julho de 2010, uma sexta-feira, às 16:40 saímos do bairro de Botafogo rumo à cidade de Itatiaia. Pegamos o costumeiro trânsito de uma sexta-feira no fim da tarde. Eram 19:30 e ainda estávamos no início da Rodovia Presidente Dutra. Com muita paciência, nos livramos do trânsito e às 21:30 chegamos em Penedo (3km após a saída no km 311 da Dutra), após fazer um lanche no Graal Embaixador (km 300) e ligar para o guia Fabio Gandra, que nos conduziria até o objetivo dessa viagem, que não era propriamente Penedo e, sim, o tão sonhado Pico das Agulhas Negras, ponto culminante do estado do Rio de Janeiro, com seus 2.791,55 metros (fonte IBGE). O aconchegável distrito de Itatiaia serviu como trampolim até o alto do pico.

No sábado pela manhã, às 6 horas, pontualmente, o Fabio estava no portão de nossa pousada, conforme combinado. Partimos, então, até a entrada da parte alta do Parque Nacional de Itatiaia. São aproximadamente 65 km de Penedo até a entrada. São 3 km de Penedo até a Dutra (velocidade média entre 60 e 70 km/h), 19 km na Rodovia Presidente Dutra até o km 330 (velocidade média entre 90 e 100 km/h, já que existe um pedágio de R$ 8,80, que será reajustado para R$ 9,20), 26 km subindo a BR-354 até a divisa com o estado de Minas Gerais (velocidade média entre 50 e 60 km/h) e finalmente os últimos 17 km pela BR-485 que nos leva até a entrada do parque. Esse trecho é muito precário, o que faz com que percamos algum tempo, já que a velocidade média gira entre 15 e 20 km/h. Fazendo as contas, perdemos algo em torno de 1 hora e 45 minutos.

Gorro, luvas, boné e protetor solar são itens interessantes de se levar. O vento durante a trilha e no alto do pico pode incomodar. Bom, após estacionar o carro na entrada do parque e pagar as entradas (R$ 10,00 por pessoa), começamos às 08:25 a caminhada até o Abrigo Rebouças. Há uma estrada da entrada do parque até o abrigo, porém ficamos na dúvida de ir de carro. O segurança local nos disse que a estrada estava bem pior que o que já havíamos enfrentado. Resolvemos deixar o Poketona por ali mesmo. 30 minutos depois chegamos ao Abrigo Rebouças e vimos que o Poketona aguentaria o tranco na estrada. Mas foi legal ir andando pela estradinha. Curtindo o visual aos poucos, passando pelo morro do Couto, vendo surgir as Agulhas Negras atrás da Pedra do Altar… Enfim, começamos a trilha às 08:55.

O início é bem tranquilo. Passamos pela ponte pênsil e chegamos até o córrego das Agulhas Negras com aproximadamente 40 minutos.

10 minutinhos de parada: fotos para registrar o momento, água potável farta, abastecimento nas garrafas, pro alto e avante! A partir daí começa a escalada de 1º grau (nível fácil).

Essa segunda metade exige uma experiência maior em 2 trechos, onde o guia tem que prender a corda para que os outros subam segurando nela. Nos outros momentos, a utilização da corda pode ser feita apenas por segurança.

Depois de algum tempo, com muitos trepa-trepa nas pedras, paradas para descanso e curtição do visual, chegamos ao “pulo do gato”, que, na subida, não tem nada de pulo. Em seguida, o ataque final ao cume e pronto: o ponto mais alto do estado do Rio de Janeiro é nosso!! Esse feito foi conquistado por volta das 12 horas, após cerca de 180 minutos de subida, com a ajuda do guia Fabio Gandra, que, com seus conhecimentos técnico e cultural, foi fundamental para atingirmos nosso objetivo.

Fizemos um lanche, tiramos algumas fotos, assinamos o livro de “presença” e curtimos o visual deslumbrante, de onde tínhamos uma visão privilegiada das Prateleiras. Às 13:10, hora de voltar. Muitas pessoas descendo, algumas subindo tarde. Logo no início nos deparamos com um grupo que ainda estava chegando. Tão longe das grandes cidades, quase 3 km de altura, mas estávamos diante de um engarrafamento. Como éramos apenas três, descemos antes deles subirem. E o engarrafamento aconteceu bem próximo ao “pulo do gato”, que, agora sim, era um pulo.

Mais algum tempo de “destrepa-destrepa” nas pedras e chegamos de volta ao córrego com sua água cristalina. Por volta das 17 horas estávamos na entrada do parque novamente, que a essa altura, já havia virado saída. Nos despedimos do nosso companheiro de aventuras Fabio e voltamos à Penedo. O Fabio continuou lá, pois passaria a noite no Abrigo Rebouças, onde guiaria outras pessoas no dia seguinte. Três dias depois, por e-mail, ficamos sabendo que três grupos ficaram atè às 21 horas no pico. O Fabio e seus amigos, do Abrigo, ficaram vendo as ‘luzinhas’ das lanternas descendo as rampas iniciais por horas, o que gerou uma multa para os guias desses grupos, já que o limite para saída da montanha é 17 horas.

Após os 17 km da BR-485 com suas condições precárias, chegamos na BR-354 (divisa com o estado de Minas Gerais), onde paramos para comer milho e pinhão cozidos.

Mais algum tempo, vencemos os 48 km restantes e chegamos à pousada. Fomos ao restaurante finlandês Koskenkorva, comemos uma comida típica e voltamos para descansar do exaustivo e gratificante dia.

No domingo não fizemos muita coisa. Tomamos café na pousada, fechamos a conta e ficamos um pouco no centro. Tomamos sorvete e um chocolate quente muito bom na fábrica de chocolate, tiramos foto do portal de Penedo, e visitamos um shopping de lá.

16:30 no relógio e pé na estrada de volta à capital fluminense. Tudo ia bem até o km 180 da Dutra: outro engarrafamento. Que saudade do engarrafamento lá do alto do pico. Após 15 km de lentidão e “paradão”, voltamos a andar normalmente e chegamos lá pelas 20 horas, após 175 km de viagem.

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